11/11/2015 12h17 - Atualizado em 11/11/2015 12h17

Deputada fiscaliza escolas municipais e constata falta de merenda para as crianças

A parlamentar visitou três escolas na tarde da terça-feira, 10.
Foto: Jimmy Christian
Foto: Jimmy Christian

Bolacha cream cracker, suco artificial. Faltam alimentos essenciais como carne, frango, peixe, leite, além de legumes e verduras. Esse é o cardápio ao qual estão submetidas as crianças da rede municipal de ensino. Pior: os merendeiros e merendeiras que são contratados como terceirizados pela Prefeitura de Manaus estão com salários atrasados há dois meses. A denúncia foi apresentada pela deputada estadual Alessandra Campêlo (PCdoB) na Assembleia Legislativa do Amazonas nesta quarta-feira, 11 de novembro, justamente no dia em que o prefeito Artur Neto (PSDB) receberá a medalha Ruy Araújo, maior comenda da Casa.

A presidente da Comissão da Mulher, das Famílias e do Idoso da Casa informou que na tarde da última terça-feira, 10 de novembro, fiscalizou a EMEF Cândido Honório (Alvorada 2), e os CMEI’s Graziela Ribeiro (Alvorada2) e Naíde Soares (Nova Esperança). Foi constatada a falta de merenda escolar adequada para as crianças que estudam nessas três instituições, prejudicando um universo de quase 2 mil estudantes só naquela região da cidade.

“Eu queria propor ao prefeito um desafio, aproveitar que ele estará aqui hoje no plenário recebendo uma medalha que ele não merece. Essa medalha deveria receber a merendeira lá da escola que está há dois meses sem receber da RCA, simplesmente porque a Prefeitura não exige sequer que a empresa pague os terceirizados. Eu queria que ele desse a medalha para os professores que fazem cota do próprio salário para fazer a merenda das crianças”, denunciou Alessandra.

Indignada com a situação, a única deputada da atual legislatura lembrou que a Prefeitura recebe “milhões e milhões” do Governo Federal por meio do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e que acionará o Município junto ao Ministério Público Federal e Estadual. A parlamentar desafiou o prefeito Artur Neto a comer a merenda servida nas escolas sob sua responsabilidade.

“Eu queria que o prefeito passasse um mês comendo farinha com arroz na hora do almoço e queria que o lanche dele fosse bolacha cream cracker com suco artificial de pacotinho. De repente, pode ser uma boa dieta para ele, mas certamente para as crianças não é”, afirmou Alessandra.

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