26/11/2015 14h05 - Atualizado em 26/11/2015 14h05

Governo do Amazonas lança novo Plano de Combate à Malária

O pacote de R$ 4,2 milhões anunciado contempla recursos para custeio das ações.
Foto: Divulgação
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O governador do Amazonas, José Melo, lançou nesta quinta-feira, 26 de novembro, o Plano de Intensificação de Controle da Malária com reforço no combate à doença em 13 cidades do Estado consideradas de alto risco de incidência de casos. O pacote de R$ 4,2 milhões anunciado contempla recursos para custeio das ações, a aquisição de equipamentos e a doação de mais de 40 mil mosquiteiros para as populações dos municípios.

O Plano destinado ao combate à malária foi formalizado pelo governador em reunião com prefeitos e secretários de saúde dos 13 municípios considerados prioritários para as ações de combate à doença no Amazonas. Até março do ano que vem, os demais municípios amazonenses, de médio e baixo risco de infecção pela doença, serão convocados para definir suas estratégias. A previsão é destinar mais R$ 5 milhões nas próximas etapas.

A prevenção e o combate à doença são as principais armas para reduzir o número de casos da malária no Amazonas, afirmou o governador. José Melo disse que o Estado vem trabalhando em pesquisas para a descoberta de uma vacina para imunização.

“O objetivo é enfrentar o problema que vem por aí. No período das chuvas, o mosquito bota quente e nós temos que proteger nossos ribeirinhos dessa doença. Esse pacote de medidas preventivas se dirige a Manaus e aos municípios da Região Metropolitana e
são tomadas todos os anos sob pena dos indicadores aumentarem. Vão desde os equipamentos para fazer o fumacê até o sistema de mosquiteiros impregnados, que são eficientes no combate e tem reduzido muito a incidência da doença”, destacou o governador.

O encontro com secretários de saúde e prefeitos foi organizado pelo secretário estadual de Saúde, Pedro Elias de Souza, e ocorreu no auditório do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), onde desde quarta-feira (25) acontece a oficina de avaliação anual de controle da doença, com a participação de coordenadores de endemias destes municípios. “Pactuamos com os prefeitos as medidas do Plano de Intensificação de Controle da Malária 2016, destinadas ao fortalecimento das ações de vigilância e controle da doença no Estado”, enfatizou.

O plano prevê investimentos de mais de R$ 4,2 milhões, sendo R$ 2,6 milhões para as ações de custeio – compra de combustível e equipamentos (como máquinas de termonebulização, bombas borrifadoras, motores de popa, microscópios), e motocicletas –, e R$ 1,6 milhão para aquisição e distribuição de 40 mil mosquiteiros impregnados de inseticidas – conhecidos como MILDs, a serem entregues a moradores de áreas de maior risco de transmissão da doença.

De acordo com o governador, a meta é reduzir em 20% o número de casos no Estado. “Já temos estrutura nesses municípios e estamos trabalhando ano a ano. O que temos que fazer é aportar recursos para comprar equipamentos, o mosquiteiro, e ajudar na mobilização dos municípios para o enfrentamento da doença. Nossa meta é reduzir em 20% o que aconteceu ano passado. Não só na região metropolitana de Manaus. Mas também naqueles municípios em que todo ano tem o recrudescimento do problema. E se esses recursos forem bem aplicados e o planejamento bem executado não tenha dúvidas de que vamos alcançar a meta”, frisou José Melo.

Ações em municípios prioritários – Além de Manaus, são considerados prioritários no combate à malária os municípios de Tapauá, Tabatinga, São Paulo de Olivença, São Gabriel da Cachoeira, Santo Antônio do Içá, Lábrea, Ipixuna, Humaitá, Eirunepé, Careiro, Barcelos e Atalaia do Norte. Eles estão incluídos nesta primeira etapa. Junto com a capital, estas cidades concentram 80% dos casos da infecção registrados em todo o Estado.

O secretário Pedro Elias ressaltou a necessidade de empenho das prefeituras – que são responsáveis pela execução das ações de combate às endemias – a fim de garantir o cumprimento das metas de redução de casos da doença.

Segundo o diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), Bernardino Albuquerque, entre as metas a serem alcançadas está a garantia de que, no mínimo, 70% dos casos da doença sejam diagnosticados e tratados no prazo de até 48 horas, a partir do início dos sintomas.

Bernardino ressalta que, como parte do suporte dado aos municípios na execução das ações de combate à malária, a FVS manterá os agentes de endemias já contratados, realizará supervisão direta das ações in loco, monitoramento à distância com análises epidemiológicas para o direcionamento das ações, além de promover capacitação técnica das equipes municipais.

Em relação aos recursos que serão empregados para aquisição de equipamentos e de insumos estratégicos a serem repassados aos municípios, Bernardino destaca a importância dessas medidas. “Equipamentos em bom estado de conservação são fundamentais para o sucesso do Plano de Intensificação de Controle da Malária. Da mesma forma, a ampliação da rede de diagnóstico, também necessária, exige a disponibilização de novos microscópios, garantindo um diagnóstico preciso e rápido”, salienta o diretor.

Entre as ações de controle vetorial, o diretor da FVS destaca, ainda, os mosquiteiros impregnados, considerados uma estratégia inovadora na área de prevenção e que vem sendo adotada nos últimos anos. “Este plano prevê a aquisição de 40.000 mosquiteiros, com instalação nas residências de áreas com transmissão ativa, evitando o contato dos moradores com vetores de malária, protegendo especialmente crianças e idosos que permanecem no intradomicílio por mais tempo”, disse Bernardino.

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