05/11/2015 10h42 - Atualizado em 5/11/2015 10h42

James Bond encara fantasmas em ‘007 contra Spectre’

O resultado é uma sequência belíssima, de tirar o fôlego.
Foto: Reprodução
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Receber o legado de um antecessor que extrapolou o sentido do termo bem-sucedido, pode ser, em vez de bênção, uma maldição. O filme 007 contra Spectre, 24º da franquia de James Bond, encontrou esse cenário ao suceder o aplaudido e rentável 007 – Operação Skyfall, longa de 2013, vencedor de duas estatuetas no Oscar e dono da maior bilheteria da história da franquia, com 1,1 bilhão de dólares arrecadados no mundo. Para tentar repetir o sucesso, a equipe completa de produtores de Skyfall e o diretor Sam Mendes foram novamente recrutados para conduzir a nova aventura moderna do agente mais frio, imbatível e pegador do cinema. O resultado é uma sequência belíssima, de tirar o fôlego, que mantém a qualidade lá em cima – mas não tira a coroa de seu antecessor.

Além do “fantasma” Skyfall, a produção que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta-feira tem um roteiro repleto de antigos desafetos do agente – alguns até então desconhecidos – em um inesperado apanhado da série, que ganha o que parece ser um ponto final para a atual fase.

Daniel Craig retorna ao elegante terno de James Bond, em seu quarto filme como o protagonista e segundo com Mendes na direção. Logo na sequência de abertura, o agente 007 parte solo para a América Latina, a fim de resolver um enigma deixado por sua antiga chefe, M (Judi Dench). Durante a celebração do Dia dos Mortos, na Cidade do México, Bond anda pelas ruas com uma máscara de caveira, típica da festa, antes de entrar no quarto de um hotel com uma bela morena (Stephanie Sigman, de Narcos). Ao abandonar a fantasia (e a donzela), ele ajusta o terno antes de percorrer os telhados das antigas construções e interromper os planos de um grupo terrorista, causando, ao mesmo tempo, um estrago imenso na cidade. A sequência termina, literalmente, nas alturas, quando Bond encara os bandidos em um helicóptero que sobrevoa a festa.

O México é só um aquecimento para as muitas outras cenas de ação e perseguição que estão por vir em outras paisagens internacionais. Bond e seu rastro de destruição passam por uma corrida de carrões na Itália, um embate nas gélidas estradas da Áustria e, por fim, na cidade de Londres, que volta ao centro da trama, com mais carros, helicópteros e, por que não, um barco em alta velocidade no Rio Tâmisa.

Bond passa boa parte do filme sem sua equipe, que precisa lidar com o cenário pós-morte de M, posto agora ocupado pelo ator Ralph Fiennes. A organização é colocada em cheque por C (Andrew Scott), novo nome forte da Inteligência britânica, ansioso por dar fim aos agentes 00 e substitui-los por um esquema de alta-tecnologia para proteger não só a Inglaterra, mas também os países que toparem dividir suas informações secretas.

Bond, sob severa vigilância – o que não significa muito quando você é o 007 -, deixa os dramas políticos enquanto lida com as consequências de sua aventura no México. Na Itália, durante o velório do homem que ele matou, ele encontra Lucia (Monica Bellucci), a viúva que espera pela morte por saber demais. Ela é salva pelo agente, com quem passa a noite, antes de conceder informações que o levam a uma reunião da organização Spectre, um tipo de clube do mal com vilões do dia a dia (políticos, indústria farmacêutica, terroristas…).

Quem senta no topo da cadeia alimentar dos bandidos é Franz Oberhauser (Christoph Waltz), um fantasma do passado de Bond. Outros “zumbis” voltam à vida, entre eles Mr. White (Jesper Christensen), o vilão de Quantum of Solace, segundo filme da nova fase do 007, pai de Madeleine Swann (Léa Seydoux), a bond girl mais importante da era Craig.
Apesar da excelente atuação, Waltz fica na sombra do antagonista anterior, o imbatível e caricato Silva, de Javier Bardem. Drama vivido pelo próprio Craig, que em Skyfall revelou o raro lado sensível e familiar de Bond, agora ocupado por um romance arrebatador e pouco verossímil vivido com Madeleine. As comparações com o filme de 2013, contudo, não minam o potencial de entreter da nova aventura do longa.

Em um clima de despedida, o longa faz um resumo das três últimas produções do agente. Antigos impostores e romances são citados pelo líder da Spectre, já que a organização era casa de toda a vilania que atormentou a vida de 007 até o momento. Rumores dizem que Sam Mendes não volta à franquia, Craig também já falou que prefere cortar os pulsos a viver novamente James Bond. Se assim for, a dupla faz bem. Como diz a sabedoria popular, eles sairão no auge e deixarão uma missão ainda mais difícil para seus futuros substitutos.

Fonte: Veja.com

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