16/11/2015 12h14 - Atualizado em 4/12/2015 16h24

Longa é acusado de racismo por escalar brancos como deuses do Egito

Foto: VEJA
Foto: VEJA

Os pôsteres de Deuses do Egito, filme de Alex Proyas previsto para abril no Brasil, causaram discórdia no Twitter pela grande presença de atores brancos no elenco – o longa, afinal, se passa em um país africano. Muitos internautas vêm acusando a produção de racismo. O filme conta com nomes como Gerard Butler (300) e Geoffrey Rush (Piratas do Caribe: A Maldição do Pérola Negra) no elenco.

Nem mesmo a presença de Chadwick Boseman (que fez o papel-título em James Brown) poupou o filme de críticas. Segundo os comentários, o personagem vivido por ele, o Deus da sabedoria, Thot, é muito estereotipado, configurando um Magical Negro, termo em inglês para se referir a coadjuvantes negros que aparecem nos filmes com poderes mágicos — recorrentes nas produções americanas. Nas imagens divulgadas, ele aparece com uma túnica verde e dourada e uma touca com as mesmas cores, encarnando um feiticeiro.

Na rede social, alguns comentários abusaram da ironia para tecer criticas, como um que dizia: “Querida Hollywood. Os brancos não comandavam o antigo Egito. E os egípcios antigos não adoravam pessoas brancas. Espero que isso ajude. Assinado: todos”.

A Record, vale lembrar, exibe no momento a novela bíblica Os Dez Mandamentos, que se pasa no Egito Antigo e também é protagonizada por brancos.

Fonte: Veja.com

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