03/11/2015 10h01 - Atualizado em 3/11/2015 10h01

Mercado prevê inflação próxima a 10% em 2015

Analistas projetam para 2016 inflação de 6,29%.
Foto: Ricardo Matsukawa/VEJA.com
Foto: Ricardo Matsukawa/VEJA.com

Sem visualizar uma melhora no curto prazo, o mercado financeiro segue piorando as perspectivas dos principais indicadores da economia brasileira tanto para este como para o próximo ano. No boletim Focus, divulgado nesta terça-feira, a previsão do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, foi reajustada de 9,85% para 9,91% em 2015. Trata-se da sétima semana consecutiva em que o porcentual é corrigido para cima. Para 2016, os analistas projetam uma inflação de 6,29% ante 6,22% na semana passada, sendo este o décimo terceiro aumento seguido.

Por essas expectativas, o mercado se mostra cada vez mais cético de que o governo conseguirá levar a inflação para dentro da meta (6,5%) no próximo ano, mesmo com a economia em desaceleração e os juros elevados.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o mercado já espera dois anos de recessão. Para 2015, a previsão de recuo na economia foi acentuada de 3,02% para 3,05%. Esta é a décima sexta semana consecutiva em que o PIB é empurrado para baixo. Para 2016, o recuo projetado ficou em 1,51% ante 1,43% na semana passada.

Parte dessa piora está ligada à incapacidade do governo em conter a inflação, que saltou nos últimos meses com o aumento do botijão de gás, da gasolina e a oscilação do câmbio. Com o IPCA em alta, o mercado espera que o BC demore mais para abaixar os juros, o que tende a reprimir ainda mais a economia. Os analistas consideram que a taxa básica de juros (a Selic), que deve encerrar 2015 em 14,25%, caia para 13% em 2016 – na semana passada, eles esperavam uma redução maior para 12,50%.

Se confirmada a expectativa da inflação, este ano terá o maior índice desde 1990, quando o IPCA chegou a 12,53%. Já a concretização da previsão do PIB levaria a economia brasileira a ter o seu pior desempenho em 25 anos – em 1990, o PIB recuou 4,35%.

O boletim Focus é produzido a partir das estimativas de mais de cem instituições financeiras e é divulgado às segundas pelo Banco Central. Como ontem foi feriado, o relatório foi divulgado nesta terça em caráter excepcional.

Fonte: Veja.com

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