17/12/2015 14h48 - Atualizado em 17/12/2015 14h48

Impeachment tem que ser ampliado para o vice Michel Temer, defende Luiz Castro

Segundo o deputado, casos de corrupção são de responsabilidade do PT e aliados.
Foto: Divulgação
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O deputado estadual Luiz Castro (REDE) afirmou, durante a Sessão Ordinária desta quinta-feira (17), que o processo de impeachment deveria incluir não só a presidente Dilma Rousseff (PT), mas também o vice-presidente, Michel Temer (PMDB). Na opinião do parlamentar, os últimos acontecimentos indicam uma disputa de poder e não uma busca para mudar o quadro político do País. Para ele, os casos de corrupção são de responsabilidade tanto do Partido dos Trabalhos (PT), quanto de seus aliados, principalmente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB).

“É simplista tirar a presidente e manter o vice-presidente, que representa toda a estrutura de poder de diversos ministérios, inclusive que foi essencial para a reeleição da presidente e que assinou também várias autorizações legais relativas às chamadas pedaladas; portanto, ele (Temer) deveria estar também incluído no polo passivo da ação de impeachment”, observou.

O deputado disse ser preocupante que a ação de impeachment tenha se iniciado pelas mãos de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que, segundo Castro, trata-se de um político “corrupto, mentirosos e que envergonha o país”. O parlamentar afirmou ainda que a corrupção não se restringe ao Executivo, mas também ao Congresso Nacional. “Porque a corrupção não aconteceu apenas no Executivo e na Petrobras, mas principalmente envolveu parlamentares da base de apoio em conluio com empresários que se beneficiaram de uma série de contratos das grandes empreiteiras junto à Petrobras e outras estatais; portanto, a situação é muito mais complicada”, lamentou.

Luiz Castro disse ainda que o Rede Sustentabilidade (REDE) entende que é preciso uma grande discussão nacional sobre o sistema de governança política brasileira por “estar falido”. Segundo o deputado estadual, o sistema eleitoral, o sistema político partidário e o sistema de gestão pública “estão carcomidos pela corrupção e pelo descrédito”.

“Essa autocrítica tem que ser feita por todos nós que participamos desse processo, estando ou não envolvidos em corrupção, porque mesmo os políticos que não se envolveram em corrupção estão dentro de um sistema que está corrompido. E isso não está acontecendo nem no movimento que só quer tirar a Dilma do poder, nem no que a enaltece e luta para que ela permaneça no poder sem discutir as causas que levaram o País a essa situação”, criticou.

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