28/12/2015 12h12 - Atualizado em 28/12/2015 12h12

Mordidas de cães e gatos levaram mais de 350 pacientes a pronto-socorro público de Manaus

Os atendimentos foram realizados no PS Delphina Rinaldi Abdel Aziz.
Foto: Reprodução
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Quem sofre uma mordida de cão ou gato deve imediatamente lavar o local com água e sabão e procurar um pronto-socorro. De junho a novembro deste ano, 350 pacientes foram atendidos no Pronto-Socorro (PS) Delphina Rinaldi Abdel Aziz, na zona norte, unidade da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), vítimas de mordidas desses animais domésticos. A maior preocupação é com a raiva, uma infecção viral mortal transmitida para seres humanos a partir da saliva de animais infectados – geralmente por uma mordida.

A vítima de uma mordida pode sofrer outro risco além da raiva: o de infecção. A médica infectologista da equipe do PS Delphina Aziz, Francielli Luna, alerta que ao ser mordida, a vítima deve lavar o ferimento com água corrente e sabão neutro e, se possível, usar uma seringa. “Lavar com água corrente e se possível fazer certa pressão. Usar uma seringa fazendo um jato no ferimento para tirar qualquer resíduo, no local mais profundo. Isso ajuda muito a evitar complicações”, explicou Luna.

O médico vai indicar o tratamento adequado para evitar uma infecção. Na boca desses animais há presença de uma grande quantidade de bactérias. Além disso, a mordida pode dilacerar uma parte do corpo, ou até desfigurar, caso seja no rosto. “O dente do cão e do gato têm estruturas diferentes. O do gato é mais afiada e tem tendência a fazer uma perfuração mais incisiva. O dente do cão, mais largo, causa dilaceração e destrói o tecido no local da mordida. A agressão pode trazer mutilações. Por todo esse risco, é preciso procurar um pronto-socorro”, explicou a infectologista.

O médico que atender a vítima, após os procedimentos, irá recomendar a ida do paciente a uma Unidade Básica de Saúde (USB) para fazer a vacinação, se necessário. Por isso é importante, mesmo quando adulto, ter o cartão de vacinação. Caso o risco de contrair raiva seja eminente, será necessário tratamento com soro contra raiva ou soro antirrábico, que contém imunoglobulinas, que é a proteção imediata. As condições dos animais devem ser observadas para identificar o grau dos riscos da vítima da mordida.

“O animal reagiu porque sentiu que teve seu espaço invadido ou estava doente, cabisbaixo? Essas são situações que fazem ou não excluir o risco para a raiva. Caso o animal esteja com aparência de doente e se o comportamento dele tiver sofrido alteração, é preocupante”, disse a médica.

Em Manaus tem-se o costume de criar animais silvestres em casa e isso é um alto risco, porque eles têm totais condições de transmitir a raiva e, mesmo dóceis, podem morder. Após a mordida, o animal deve ser observado por uma ou duas semanas e em nenhuma hipótese deve ser morto. Essas questões são necessárias para a melhor condução do caso. “O animal de rua é sempre preocupante.

Quem cria tem que ter o cuidado de manter a vacinação regular, conforme a orientação do serviço de zoonoses da cidade onde mora. A raiva humana é muito grave e há necessidade de vigilância constante”, alertou Luna.

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