11/12/2015 10h25 - Atualizado em 6/03/2016 03h45

MP-AM identifica suspeitos de ataques racistas

As investigações apontam para a existência de um grupo chamado ‘Que Loucura Cara’.
Foto: MP-AM
Foto: MP-AM

O Ministério Público do Estado do Amazonas, por meio do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (GAECO) executou na quinta-feira (10), mandado de busca e apreensão expedido pelo Juiz de Direito do Foro Central Criminal Barra Funda, São Paulo, com o objetivo de apreender material eletrônico com conteúdo racista, injurioso ou neonazista.

O objetivo da operação denominada “TEMPO FECHADO”, deflagrada ao mesmo tempo nos Estados do Amazonas, Goiás, Minas Gerais, Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Sul e São Paulo, é identificar os autores dos ataques virtuais à página do Jornal Nacional, no Facebook, no dia 03 de julho de 2015, com afirmações racistas e injuriosas contra a jornalista Maria Júlia dos Santos Coutinho Moura. Os suspeitos são acusados de cometer os crimes de RACISMO, INJÚRIA QUALIFICADA, ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA e CORRUPÇÃO DE MENOR.

As investigações apontam para a existência de um grupo denominado “QLC – Que Loucura Cara”, sediado na cidade de Manaus, com mais de vinte mil seguidores em todo o país, tendo como principal objetivo ataques virtuais ofensivos através da rede mundial de computadores, com a utilização de perfis e nomes falsos, fomentando inclusive o confronto com uso de violência de “gangues virtuais” em locais públicos.

Foram apreendidos computadores portáteis, ‘smartphones’ e tablets que já estão sendo periciados, bem como foram ouvidas na sede do Ministério Público pessoas que possam ter envolvimento com os crimes investigados na operação.

De acordo com o Coordenador do Gaeco do MP-AM, Mauro Veras Bezerra, a Operação Tempo Fechado demonstrou a perfeita cooperação entre os Ministérios Públicos dos estados envolvidos na investigação.”Identificamos um dos grupos visados aqui em Manaus que tem milhares de seguidores nas redes sociais, os equipamentos apreendidos estão sendo periciados e vamos encaminhar as conclusões para o Gaeco do Ministério Público de São Paulo”, disse o Coordenador.

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