09/12/2015 10h50 - Atualizado em 9/12/2015 10h50

PMDB derruba líder anti-impeachment na Câmara

Ele indicou apenas deputados pró-governo para comissão do impeachment.
Foto: Beto Oliveira/Agência Câmara/VEJA
Foto: Beto Oliveira/Agência Câmara/VEJA

Deputados dos PMDB protocolaram nesta quarta-feira pedido de destituição do líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani (PMDB-RJ), um dos principais parlamentares que trabalhavam contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A ofensiva contra Picciani ganhou força depois de o político fluminense ter indicado apenas deputados pró-governo para a chapa oficial da comissão que dará parecer prévio sobre o pedido de afastamento da petista. A chapa oficial acabou derrotada ontem, por 272 votos a 199, abrindo caminho para que oposicionistas possam controlar a comissão do impeachment.

O documento que determina a substituição sumária do líder tem 35 assinaturas de dissidentes do PMDB, que agora vão aclamar o mineiro Leonardo Quintão como o novo responsável pela liderança da legenda.

Leonardo Picciani se aproximou do Palácio do Planalto nas negociações da última reforma ministerial, quando conseguiu emplacar Marcelo Castro na pasta da Saúde e Celso Pansera na Ciência e Tecnologia. O peemedebista rompeu com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e, diante do enfraquecimento do correligionário, alvejado por denúncias de corrupção, buscava a reeleição para liderança da sigla e almejava ocupar a própria presidência da Casa.

O deputado fluminense foi eleito este ano para a liderança da bancada com apenas um voto de diferença para Lúcio Vieira Lima (BA) e sempre esteve longe de ser unanimidade na sigla. Vieira Lima é hoje um dos principais defensores no PMDB do impeachmente da presidente Dilma. Setores do partido criticavam Picciani por defender os interesses do PMDB do Rio em detrimento aos da banca – o que acentuou as divisões na legenda e contribuiu para isolá-lo.

Picciani, contudo, travata a coleta de assinaturas para tirá-lo do cargo como um ‘blefe’ e imaginava que o movimento não reuniria mais de 20 nomes. O deputado pode ser recolocado no cargo se conseguir o número de assinaturas necessárias.

Fonte: Veja.com

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