02/12/2015 12h50 - Atualizado em 2/12/2015 12h50

Prefeitura divulga resultado de infestação do mosquito Aedes aegypti

Zika vírus tornou-se uma preocupação depois da epidemia de microcefalia no Nordeste.
Foto: Divulgação
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Manaus apresenta médio risco para a transmissão de Dengue, Zika vírus e Febre Chikungunya, de acordo com o Levantamento Rápido de Índice de Infestação para Aedes aegypti (LIRAa), realizado pela Prefeitura de Manaus e divulgado nesta terça-feira, 1º. De acordo com o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão, Manaus vem mantendo estabilidade no risco de transmissão e queda no índice de infestação predial. Levantamento realizado no mesmo período do ano passado demonstrou que o índice na capital era de 2,9, o dobro do que a cidade apresenta hoje, apesar de se manter na faixa de médio risco.

“Estar em médio risco, no entanto, não é motivo para baixar a guarda. Estaremos sempre em alerta. Estamos preparando novas ações para intensificar o controle do Aedes em parceria com o Governo do Amazonas, com o lançamento nesta quarta-feira, do Plano de Intensificação de Dengue, Chikungunya e Zika que será apresentado pelo prefeito Arthur Neto e pelo governador José Melo, a partir das 9 horas, nesta terça-feira, 2, na sede do Governo do Estado. Juntos, venceremos essa guerra contra o mosquito, que é hoje o maior inimigo da saúde pública”, declarou o secretário.

O Zika vírus tornou-se uma das grandes preocupações para o setor da saúde depois da epidemia de microcefalia no Nordeste, com comprovada associação com o vírus. “A Zika era a menor preocupação entre as três doenças transmitidas pelo Aedes e agora é a maior delas”, disse o secretário Homero de Miranda Leão.

Desde agosto, a Semsa reforçou as ações para controle e eliminação do Aedes aegypti, visando reduzir o risco para transmissão de Dengue, Zika e febre Chikungunya. Dezessete bairros da capital, com índice de infestação acima de 4%, identificados no LIRAa anterior, vêm sendo alvo de ações específicas, que incluem visitas casa a casa, mutirões de limpeza e implantação da estratégia “10 minutos contra a dengue” que prevê a verificação de uma lista de cuidados em apenas dez minutos.

O método foi desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz e foi adotado pela Prefeitura de Manaus há dois anos. Também estão no foco das ações 22 bairros considerados prioritários definidos pelo cruzamento de três índices – infestação predial, número de casos de dengue e disponibilidade de criadouros.

As ações de prevenção tiveram como resultado a redução da infestação em bairros como Jorge Teixeira e Cidade de Deus e uma queda de 27% nos casos notificados entre janeiro e outubro deste ano (2.998 casos) em relação ao mesmo período do ano passado, e de 34% nos casos confirmados da doença (1.068).

Zika e febre Chikungunya, que estão agora entre as principais preocupações da Semsa, já têm casos notificados em Manaus. Vinte casos de febre Chikungunya foram confirmados desde o ano passado, dos quais cinco autóctones (transmissão local). Um caso de Zika, sem ser em grávida, foi confirmado em Manaus e três são considerados casos suspeitos.

Para aumentar o controle do ZiKa vírus foram estabelecidas quatro unidades sentinelas: o Hospital 28 de Agosto, a Fundação de Medicina Tropical, o Pronto-Socorro da Criança Zona Oeste e o Hospital Adventista.

O anúncio dos resultados do LIRAa nesta terça-feira teve a participação de diversos sanitaristas da Semsa, além do chefe do Departamento de Vigilância Ambiental da Fundação de Vigilância à Saúde (FVS), Cristiano Fernando, e do representante da Fiocruz/Rio, José Bento Pereira Lima.

Os dados relativos à infestação do mosquito foram coletados pela Semsa no período de 9 a 25 de novembro e apontam para um índice de infestação predial de 1,4 na capital. De acordo com o Ministério da Saúde apresentam médio risco para as doenças transmitidas por este vetor as localidades que têm índice entre 1,0 e 3,9. Abaixo de 1,0, a localidade é considerada de baixo risco e a partir de 4, de alto risco
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Para este LIRAa foram visitados 29,8 mil imóveis em todos os bairros de Manaus. Em cada imóvel, agentes de endemias identificaram e coletaram larvas de Aedes e promoveram a eliminação ou tratamento dos potenciais criadouros. Os agentes também orientaram a população a evitar o acúmulo de água em casa e quintais.

Os resultados do Levantamento mostram que o distrito com maior índice de infestação (2,9) é o Leste, onde, dos 11 bairros oficias, dois (Armando Mendes e Zumbi) apresentam alto risco de transmissão. Outros sete apresentam médio risco e dois, baixo risco.

O distrito Norte apresenta o segundo maior risco (1,4) entre as zonas geográficas da capital, com seis bairros em médio risco (Cidade de Deus, Novo Aleixo, Cidade Nova, Novo Israel, Monte das Oliveiras e Santa Etelvina) e quatro em baixo risco de transmissão.

Segundo o Levantamento, os depósitos que mais têm contribuído para a proliferação do Aedes são os utilizados para armazenar água para consumo, como tambores, tonéis, camburões e tinas, e o lixo acumulado em quintais, onde resíduos como garrafas, tampas e outros objetos acumulam pequenas porções de água, onde as larvas do mosquito se desenvolvem.

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