20/01/2016 08h22 - Atualizado em 19/03/2016 12h58

Disque Saúde da Prefeitura registra 823 denúncias de focos do Aedes

As denúncias aumentaram desde que foi decretado estado de emergência em Manaus.
Foto: Assessoria Semsa
Foto: Assessoria Semsa

Com apenas oito ligações registradas no mês de outubro, o Disque Saúde da Prefeitura de Manaus já contabiliza 823 denúncias de focos do mosquito Aedes aegypti desde que foi decretado o Estado de Emergência em Manaus em razão do zika vírus, pelo prefeito Arthur Neto, no dia 4 de dezembro de 2015.

Desde o decreto, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) tem reforçado as ações de combate aos criadouros, para evitar também casos de dengue e chikungunya. Uma das ações foi a reestruturação do Centro de Integrado de Operações Conjuntas em Saúde (Ciocs) que agora funciona em nova sede e teve os serviços ampliados, como o do 0800-280-8-280 para atender as denúncias de possíveis focos.

No último balanço do Ciocs, divulgado nesta terça-feira, 19, foram registrados em Manaus 155 casos suspeitos de zika vírus. Do total, dois casos foram confirmados, nove descartados e 144 permanecem em investigação, sendo 25 gestantes. Não há caso de bebês com microcefalia causada pelo zika. “Estamos intensificando nossas ações para evitar surto de zika em Manaus. Visitamos 341 locais denunciados, inclusive com os drones, e já formamos 15 brigadas de combate ao Aedes com 59 profissionais capacitados. Além disso, temos 1.654 agentes, entre de endemias e de saúde, envolvidos na luta contra o mosquito e vamos vencer essa guerra,para que a população fique protegida destas doenças”, ressaltou a secretária municipal de Saúde, em exercício, Lucilene Bezerra.

A Vigilância Sanitária (Visa Manaus) também inspecionou e autuou 70 estabelecimentos comerciais, entre borracharias, sucatas e ferro velho, localizados nas quatro principais zonas da cidade. As multas ocorreram após a constatação feita pelos agentes de endemias que, depois de vistoriar os locais de existência de possíveis focos do mosquito, denunciados pela população por meio do Disque Saúde e dado o prazo limite de 15 dias, voltaram aos locais e constataram a permanência dos criadouros e larvas do Aedes aegypti, revelando que nenhuma providência foi adotada pelos proprietário dos estabelecimentos, inicialmente notificados.

Nas vistorias realizadas desde o início das ações de combate ao mosquito até o início do mês de janeiro, nenhuma residência ou edificação pública foi multada. De acordo com o diretor da Visa Manaus, Marco Fabris, a menor multa aplicada foi de R$ 837,00 e a maior, no valor de R$ 8.461,00.

O segundo Levantamento de Índice Rápido para Aedes aegypti- LIRAa, realizado entre 09 e 25 de novembro de 2015, apontou que Manaus permanece em médio risco para doenças transmitidas pelo Aedes. O valor encontrado para o Índice Predial foi 1,4 cuja série histórica dos LIRAa realizado no município vem ao longo do tempo apresentando grave risco para transmissão de doenças por esse vetor, onde de acordo com os indicadores de risco, Manaus possui 22 bairros em alto risco, 29 bairros em médio risco, áreas de vulnerabilidade para doenças transmitidas por esse vetor.

“É sempre bom informar a população que o Aedes pode transmitir quatro sorotipos de dengue e também o vírus chikungunya e zika V, doenças virais com sintomas parecidos que devem ser diferenciados através do diagnóstico clínico epidemiológico realizado pelo profissional de saúde habilitado. Aparecendo qualquer sintoma suspeito, é importante buscar uma Unidade Básica de Saúde que irá atendê-lo e orientá-lo sobre tratamento e exames, além de notificar o caso para desencadear as ações de controle adequadas”, alertou a secretária de Saúde, em exercício.

Para o combate ao Aedes, os agentes de endemias fazem o bloqueio químico com aplicação de biolarvicida e as Motofog Fumacê (que fazem a borrifação de inseticida em áreas onde há casos confirmados da doença), e o mecânico, com as eliminações de focos pelos agentes.

Casos
Em 2014, foram notificados 4.348 casos de dengue e no ano passado, 3.348, uma redução de 23% de casos notificados. Destes, em 2014 foram 1.696 casos confirmados e em 2015, esse número chegou a 1.122 confirmações, uma redução de 34%. Entre os bairros com maiores números de pessoas com dengue estão o Jorge Teixeira (129 casos), São José Operário (101), Coroado (64), Tancredo Neves (59), Cidade Nova (43), Compensa (40), Armando Mendes (32) e Novo Aleixo (31). Em 2016, Manaus teve 56 casos notificados e 11 confirmados.

Nos casos de chikungunya, em 2014 foram 26 casos notificados, sendo que seis confirmados todos importados, ou seja, pessoas que adquiriram a doença fora de Manaus, durante viagem.
Em 2015, foram 153 casos notificados de chikungunya, destes 14 casos foram confirmados, sendo cinco autóctones (adquirido em Manaus) e os demais importados (maioria com histórico de deslocamento para Venezuela).

Os depósitos em Manaus que mais contribuem para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, segundo dados do 2ª LIRAa, são os depósitos de água para consumo em nível de solo, como tambores, tonéis, camburões ou barril, seguido de lixo acumulado nos quintais. Isso vem sendo observado nos levantamentos anteriores e tem apontado à necessidade de uma somatória de esforços, envolvendo outras secretarias municipais, para que o combate a esse mosquito ocorra de maneira mais efetiva.

A população também pode denunciar focos do mosquito por meio do email [email protected] e pelo Facebook Saúde Manaus

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