09/01/2016 11h55 - Atualizado em 9/01/2016 11h55

Mais de dois mil alunos de escolas ribeirinhas começam as aulas na próxima semana

As 29 unidades de ensino do rio Negro atenderão 2.230 mil alunos da educação infantil ao 9º ano.
Foto: Divulgação
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Começam na próxima segunda-feira, 11, as aulas dos alunos das escolas da zona rural localizadas no rio Negro. Na manhã desta sexta-feira, 8, os estudantes participaram da abertura oficial do ano letivo, na Escola Municipal José Sobreira do Nascimento, na Comunidade Nossa Senhora de Fátima, no Tarumãzinho, zona rural.

Este ano, as 29 unidades de ensino do rio Negro atenderão 2.230 mil alunos da educação infantil ao 9º ano do Ensino Fundamental. Destas, cinco são escolas indígenas, onde os estudantes aprendem o currículo comum de forma bilíngue, tanto em português, quanto na língua materna, trabalhando as disciplinas voltadas para a valorização da cultura de cada etnia indígena atendida pela rede municipal de ensino.

Funcionando em calendário diferenciado em função da vazante dos rios, as escolas desta área têm previsão do término de suas atividades para 14 de outubro.

“Nós começamos agora e acabamos em outubro. Teremos dois sábados letivos a cada mês até julho para que sejam completados os 200 dias letivos e as 800h que são exigidas em lei. Na seca, os barcos não têm acesso para buscar os alunos dentro dos lagos e igarapés, ficando inviável a chegada até a escola”, explicou a chefe da Divisão de Distrital Zonal (DDZ) Rural, Edilene Pinheiro.

A secretária da Semed, Kátia Schweickardt, afirmou que, em 2016, o lema para a rede municipal de ensino é “Aluno alfabetizado, garantia de sucesso: um compromisso de todos”. De acordo com ela, o objetivo é promover cada vez mais uma educação de qualidade e focar, principalmente, na leitura e escrita dos alunos da rede em todos os níveis de ensino.

“Estamos abrindo esse ano com boas perspectivas. Essa semana todos os professores participaram da jornada pedagógica, na qual redefinimos alguns princípios curriculares, estamos com foco na alfabetização plena em todas as séries. Penso que motivar os nossos professores e o comprometimento de toda a nossa equipe técnica vai nos ajudar a ter um ano de muitos ganhos para educação das nossas crianças”, disse.

Das 29 unidades de ensino localizadas no Rio Negro, cinco são indígenas. Essas escolas, de acordo com a gerente pedagógica da DDZ Rural, Marilene Gomes, terão o conteúdo comum, com acréscimo de disciplinas sobre a cultura indígena. “As escolas indígenas têm uma estrutura pedagógica diferenciada. Elas trabalham com projetos que são desenvolvidos em parceria com a Gerência Indígena da Semed e têm um trabalho que atende a estrutura curricular, mas ela também atende as especificidades dos indígenas, trabalhando a língua e a cultura, pontos centrais”, explicou.

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