06/01/2016 08h47 - Atualizado em 6/01/2016 08h47

País registra 3.174 casos suspeitos de microcefalia

O número foi divulgado na terça-feira (5), pelo Ministério da Saúde.
Foto: James Gathany/PHILL, CDC/VEJA
Foto: James Gathany/PHILL, CDC/VEJA

O número de casos de microcefalia subiu de 2.975 para 3.174 segundo boletim divulgado nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde. O levantamento mostra também um aumento dos municípios com notificações de nascimentos de bebês com a má-formação que está relacionada ao vírus zika. Agora, 684 cidades apresentam casos, ante 656 na semana passada. O Amazonas também registrou seu primeiro caso suspeito, deixando apenas seis estados – Amapá, Rondônia, Roraima, Acre, Paraná e Santa Catarina – livres do problema.

Ao todo, são 38 óbitos de bebês com suspeita de microcefalia. Em relação ao número de casos por Estado, Pernambuco, o primeiro a identificar aumento de microcefalia, continua com o maior número de casos suspeitos (1.185), o que representa 37,33% do total registrado em todo o país. Em seguida, estão os estados da Paraíba (504), Bahia (312), Rio Grande do Norte (169), Sergipe (146), Ceará (134), Alagoas (139), Mato Grosso (123) e Rio de Janeiro (118).

Atualmente existem 16 centros no Brasil capacitados para realizar o diagnóstico de zika e 19 estados estão com circulação autóctone do vírus. As autoridades aumentaram o combate ao vetor por meio de visitas a residências com o reforço das Forças Armadas e de agentes comunitários de saúde.

Para as gestantes, a recomendação continua sendo o acompanhamento pré-natal e adoção de medidas de redução da presença do mosquito, como a eliminação de criadouros, e proteção contra picadas, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes.

Zika vírus e a microcefalia – O zika vírus é transmitido pelo Aedes aegypt, mosquito transmissor da dengue e da febre chigungunya. Embora os sintomas – dores nas articulações, no corpo e na cabeça, febre, náuseas e diarreia – da febre zika (como a infecção pelo vírus é chamada) sejam mais leves que das outras doenças transmitidas pelo vetor, recentemente o Ministério da Saúde confirmou a relação entre o vírus e a microcefalia em bebês.

A microcefalia é uma anomalia que prejudica o desenvolvimento do cérebro dos recém-nascidos e se caracteriza pela circunferência cefálica inferior a 32 centímetros.O problema também pode ser provocado por uma série de fatores, desde desnutrição da mãe, abuso de drogas até infecções durante a gestação, como rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus.

Fonte: Veja.com

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