05/01/2016 11h49 - Atualizado em 5/01/2016 11h59

Regras do acordo ortográfico agora são obrigatórias

A nova regra, que vem sendo adiada desde 2013, entrou em vigor no dia 1º janeiro.
Foto: Divulgação
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As novas regras do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa começaram a valer com a virada de ano. Mudanças como o fim do trema e alterações nas normas para uso de hífen e acentos diferenciais são oficiais desde o dia 1.º de janeiro. Assinado em 1990 com outros países que possuem como língua oficial o Português para padronizar as regras ortográficas, o acordo foi ratificado pelo Brasil em 2008 e implementado sem obrigatoriedade em 2009.

A previsão inicial era que as regras fossem cobradas oficialmente a partir de 1.° de janeiro de 2013, mas, após polêmicas e críticas da sociedade, o governo adiou a entrada em vigor para 1.° de janeiro de 2016.

O Brasil é o terceiro dos oito países que tornou as mudanças obrigatórias, que já estão em vigor em Portugal e Cabo Verde. Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste ainda não aplicam oficialmente as novas regras ortográficas.

Padronização
Com a padronização da língua, a comunidade de estados-membros de língua portuguesa pretende facilitar o intercâmbio cultural e científico entre os países e ampliar a divulgação do idioma e da literatura, já que os livros passam a ser publicados sob as novas regras, sem diferenças de vocabulários entre os países.

De acordo com o Ministério da Educação, o acordo alterou 0,8% dos vocábulos da língua portuguesa no Brasil e 1,3% em Portugal.

Principais alterações
Não haverá mais a discussão se k, w e y são letras do alfabeto brasileiro. As letras foram aderidas para o “abc” dos países que assinaram o acordo. Elas já são usadas em várias palavras do idioma, como nomes indígenas e abreviações de medidas, mas estavam fora do vocábulo oficial.

O trema foi eliminado da língua escrita, mas não da falada. O acento poderá ser usado apenas em nomes próprios. No entanto, palavras como linguiça, cinquenta e tranquilo continuam com a mesma pronúncia.

Os acentos diferenciais também deixaram de existir, de acordo com as novas regras, eliminando a diferença gráfica entre pára (do verbo parar) e para (preposição), por exemplo. Há exceções como as palavras pôr (verbo) e por (preposição) e pode (presente do indicativo do verbo poder) e pôde (pretérito do indicativo do verbo poder), que tiveram os acentos diferenciais mantidos.

O acento circunflexo foi retirado de palavras terminadas em “êem”, como nas formas verbais leem, creem, veem e em substantivos como enjoo e voo. Já o acento agudo foi eliminado nos ditongos abertos “ei” e “oi” (antes “éi” e “ói”), dando nova grafia a palavras como ideia e jiboia.

O hífen deixou de ser usado em dois casos: quando a segunda parte da palavra começar com s ou r (contra-regra passou a ser contrarregra), com exceção de quando o prefixo terminar em r (super-resistente), e quando a primeira parte da palavra termina com vogal e a segunda parte começa com vogal (auto-estrada passou a ser autoestrada).

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