26/01/2016 15h51 - Atualizado em 26/01/2016 15h53

Três detentos do Amazonas conseguem bolsas no ProUni

Seap irá realizar as matrículas e solicitar do Poder Judiciário autorização para eles frequentarem as aulas.
Foto: Divulgação
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Dos 16 detentos do Amazonas que tiveram bom desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade (Enem-PPL), três homens que cumprem pena no regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) conquistaram bolsas para cursar o ensino superior em instituições privadas da capital. O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), irá realizar a matrícula dos detentos e solicitar ao Poder Judiciário autorizações para que os internos possam frequentar as aulas.

O resultado do Programa Universidade para Todos (ProUni) foi divulgado nesta segunda-feira, 25 de janeiro. Ciznei Soutelo Monteiro conquistou bolsa integral para cursar Licenciatura em Letras, enquanto Alexandre dos Santos Souza deve cursar Bacharelado em Turismo. Baltazar Rocha Moreira passou para Bacharelado em Turismo, com bolsa parcial de 50%.

Ciznei Soutelo e Alexandre dos Santos fazem parte do Projeto Bambu, um grupo de estudos criado em parceria coma Umanizzare Gestão Prisional para que os detentos pudessem estudar para o Enem-PPL. Esse foi o primeiro ano do projeto que teve sete pessoas do sistema prisional com as melhores pontuações.

Com as aprovações, o sistema prisional do Amazonas passa a ter quatro detentos aptos a cursar o ensino superior. Mário Fernando Oliveira de Souza, de 59 anos, passou na primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e deve cursar Ciências Biológicas em uma instituição federal. Segundo a diretora da Escola de Administração Penitenciária (Esap), Sônia Cabral, para que a matrícula seja efetivada, as famílias devem providenciar a documentação necessária. “Estamos apenas à espera dos documentos para que os aprovados passem a fazer parte das universidades”, ressaltou.

Pedro Florêncio, secretário da Seap, ressaltou que o número, comparado ao total de inscritos que foi superior a 500, é significativo. “É uma evolução que estamos tendo ano a ano. Nós queremos que eles acreditem na possibilidade de mudança por meio do estudo e trabalho. Ano que vem com toda certeza teremos mais inscritos e, não temos dúvidas, mais notas que levam não só ao caminho da universidade, mas ao caminho da mudança”, destacou o secretário.

O incentivo aos estudos tem sido reforçado em todas as unidades do sistema prisional da capital e do interior. “O Governo do Amazonas, através da Seap, está em busca de promover espaços e oportunidades de estudo para todos os internos do sistema. O objetivo é motivá-los em busca de uma capacitação para alcançar novos objetivos quando retornarem ao convívio social fora das prisões”, destacou Pedro Florêncio.

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