19/02/2016 16h18 - Atualizado em 19/02/2016 16h18

Em meio à crise na Venezuela, filha de chavista vem estudar no Brasil

Daniella é filha do deputado Diosdado Cabello, considerado o segundo homem mais importante do país.
Foto: Reprodução/VEJA
Foto: Reprodução/VEJA

O agravamento da crise política e econômica da Venezuela tem provocado uma debandada de cidadãos em busca de melhores condições de vida no exterior. O êxodo tem levado inclusive partidários do chavismo a abandonar o barco da revolução bolivariana. A mais recente personalidade a buscar uma vida longe do caos que se transformou o país é Daniella Desiree Cabello Contreras, filha do deputado Diosdado Cabello, considerado o segundo homem mais importante do país, atrás apenas do presidente Nicolás Maduro.

Daniella vai frequentar o curso de Ciência Política e Sociologia da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), em Foz do Iguaçu. Ela foi selecionada pelos diretores da instituição para fazer parte dos quadros de alunos estrangeiros da instituição criada em 2007 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A Unila, que teve o seu embrião nas instalações de Itaipu, é mantida pelo Ministério da Educação brasileiro e conta com apoio da empresa binacional, que cede espaço físico para algumas instalações e patrocina a universidade.

A Unila foi criada com a proposta inicial de atender estudantes do Mercosul, mas logo expandiu suas vagas para o eixo dos países bolivarianos, que por meio de acordos com a instituição enviam os seus alunos para estudar gratuitamente no Brasil.

O deputado Diosdado Cabello, pai da estudante Daniella, é investigado pelos Estados Unidos por chefiar uma das maiores redes de tráfico de cocaína do mundo, o Cartel dos Sois. Segundo seu ex-guarda-costas, que está foragido nos Estados Unidos, Cabello é quem comanda o envio da cocaína produzida pelas Farc na Colômbia para os cartéis de drogas do México.

Além das imputações com o narcotráfico, Cabello é acusado de diversas violações aos direitos humanos em seu país, além de ser um dos maiores perseguidores dos opositores venezuelanos. Apesar dessa ficha, ele tem companheiros de primeira hora no PT. No ano passado, Lula e a presidente Dilma Rousseff receberam a visita do político-traficante, que veio ao Brasil em uma visita extra-oficial.

Fonte: Veja.com

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