24/02/2016 14h11 - Atualizado em 24/02/2016 14h12

Fiocruz Amazônia esclarece sobre testes do Zika Vírus

A nota explica boatos sobre o tempo para se divulgar o resultado dos exames.
Foto: Reprodução
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Sobre notícias veiculadas na imprensa de que os testes laboratoriais para detecção do Vírus da Zika realizados pelo ILMD/Fiocruz Amazônia demoram em torno de 15 dias para saírem os resultados, a instituição cumpre o dever de informar que esta informação não está correta.

Conforme o fluxo de entrada e saída de amostras de sangue enviados pelo Laboratório Central do Estado do Amazonas (Lacen-AM) para serem testadas no laboratório da Fiocruz Amazônia, que aplica o protocolo do CDC, recomendado pelo Ministério da Saúde. Em dois meses, entre os dias 14 de dezembro de 2015 e 22 de fevereiro deste ano, foram enviados ao Lacen-AM com cópia para a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) nove laudos referentes às 260 amostras testadas para a detecção do RNA do Vírus da Zika.

Deste total, 80,7% tiveram o laudo liberado com menos de 15 dias (média de nove dias), incluindo-se o tempo que foi dedicado à repetição das amostras indeterminadas e/ou positivas, às quais foram testadas por quatro vezes.

Cabe destacar que o principal fator para que 19,3% das amostras tivessem o laudo liberado com mais de 15 dias foi a necessidade de priorização de grupos de risco, gestantes e recém-nascidos, independente do prazo de recebimento destas amostras.

Outras 35 amostras serão testadas nesta quarta-feira. Além disso, no dia da veiculação de referida reportagem na imprensa local, outras 180 novas amostras foram enviadas pelo Lacen-AM. Desta maneira foram totalizados 475 casos suspeitos de febre Zika cujo o diagnóstico laboratorial ficou sob responsabilidade do ILMD/Fiocruz Amazônia. Deste universo, até o momento, o laboratório da Fiocruz Amazônia repassou ao Lacen-AM um total de 54 amostras positivas para Zika.

Pelo exposto, o ILMD/Fiocruz Amazônia cumpriu nesses últimos três meses seu papel institucional de prestar serviço de referência ao governo do Estado do Amazonas, realizando o diagnóstico laboratorial de Zika, enquanto o Lacen-AM se preparava para assumir esta tarefa. Neste momento podemos retornar às nossas atividades, de instituição estratégica de pesquisa do Ministério da Saúde, com a certeza do dever cumprido.

Com relação ao Vírus da Zika e outras viroses emergentes, tais como as febres Chikungunya, Oropouche e Mayaro, continuaremos desenvolvendo novas ferramentas para auxiliar no diagnóstico e na caracterização genética destas arboviroses. No entanto, sempre que necessário, o ILMD trabalhará em parceria às instituições de saúde locais, somando forças em prol da saúde e do bem-estar da população.

Ainda nesse contexto, em julho de 2015 o lLMD, atendendo uma demanda da FVS-AM, realizou a detecção dos primeiros casos autóctones de Chikungunya. O tempo entre o recebimento das amostras e o repasse do diagnóstico foi de 3 horas (horas, não dias). Esse tempo de resposta contribuiu fundamentalmente para as ações de bloqueio da FVS-AM que impediram o espalhamento do vírus naquele momento.

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