12/02/2016 11h50 - Atualizado em 12/02/2016 11h50

Lava Jato investiga pagamentos da Odebrecht no exterior a marqueteiro do PT, diz jornal

O marqueteiro é João Santana, responsável pelas campanhas que levaram Lula e Dilma a vitórias.
Foto: Roberto Stuckert/VEJA
Foto: Roberto Stuckert/VEJA

A Operação Lava Jato investiga supostos pagamentos feitos por subsidiárias da empreiteira Odebrecht a contas no exterior controladas por João Santana, marqueteiro responsável pelas campanhas que levaram Lula e Dilma a vitórias nas últimas três eleições presidenciais. A informação, publicada pelo jornal Folha de S. Paulo em sua edição de hoje, é um desdobramento das revelações feitas por VEJA em novembro de 2015 e janeiro de 2016, de que autoridades da Suíça enviaram ao Brasil informações cujo conteúdo indica que Santana recebeu secretamente dinheiro do esquema por meio de contas mantidas no exterior. Há indícios de que dinheiro do petrolão foi usado para pagar, fora do Brasil, despesas de campanhas do PT. Segundo o jornal, a apuração envolve contas do publicitário em diversos países, entre os quais a Suíça.

Os possíveis pagamentos vieram à tona em fevereiro de 2015, em buscas da nona fase da Lava Jato, batizada de My Way. Naquele dia, uma equipe de policiais federais bateu na porta de Zwi Skornicki, engenheiro representante no Brasil do estaleiro Keppel Fels, de Singapura, dono de contratos bilionários com a Petrobras, em um condomínio da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Estavam na mira dos policiais onze operadores do petrolão que haviam sido denunciados por Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, entre os quais Zwi, mas a busca acabou abrindo uma nova linha de investigação.

Ao analisarem o material apreendido, os investigadores encontraram uma carta enviada em 2013 ao engenheiro com as coordenadas de duas contas no exterior, uma nos Estados Unidos e a outra na Inglaterra. A remetente da correspondência, manuscrita, era Mônica Moura, mulher e sócia do marqueteiro João Santana.

Além dos serviços prestados ao PT, João Santana foi o responsável por campanhas em República Dominicana, Panamá e Angola, países em que a Odebrecht tem interesses. Segundo a Folha de S. Paulo, a investigação tem como foco o dinheiro recebido pelo marqueteiro em 2014. Naquele ano, fora a campanha de Dilma, pela qual recebeu 78 milhões de reais, Santana assinou o marketing político do candidato derrotado à presidência do Panamá, José Domingo Arias.

Fonte: Veja.com

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