06/02/2016 13h18 - Atualizado em 6/02/2016 13h19

OAS pagou em dinheiro móveis de sítio, diz testemunha

A testemunha relatou ter recebido a primeira parcela, de R$ 50 mil, em espécie.
Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula

io foi lavrada no escritório de Teixeira, compadre de Lula -, disse que a diferença dos valores é “porque os sócios convencionaram dessa forma, como é absolutamente lícito em qualquer negócio privado”.

Filho de um amigo de Lula, o fundador do PT e ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar, Fernando Bittar é sócio de Lulinha na G4 Entretenimento. A empresa tem fatia da BR4 Participações, que, por sua vez, tem participação do grupo Gol Mídia, de Jonas Suassuna. Ele consta como atual ou ex-sócio de 17 empresas.

O gerente deu, ainda, um detalhe que intrigou os investigadores. A formalização da compra, incluindo pedido, contrato e projetos, foi assinada fora da Kitchens, que a recebeu já com as firmas, por meio de um portador da OAS. Isso significaria que o verdadeiro comprador não queria aparecer.

A Kitchens não foi autorizada a entrar no sítio para fazer as medições dos armários, o que é atípico, pois havia uma reforma no imóvel. Os armários foram fabricados com base numa planta fornecida pelo ex-executivo.

O gerente confirmou a informação de que a OAS comprou cozinha e armários para o tríplex do Guarujá que está sob suspeita de pertencer a Lula. Nesse caso, contudo, os pagamentos foram feitos por meio de transferência bancária e via escritório da empresa.

Procurado, por telefone e e-mail, Fernando Bittar não se pronunciou. A defesa de Suassuna diz que o sítio é dele e a parte registrada em seu nome não tem benfeitorias. A OAS não atendeu aos telefonemas do Estado. Gordilho não foi localizado.

Fonte: Exame.com

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