31/03/2016 14h50 - Atualizado em 31/03/2016 14h50

Defesa Civil traça ações preventivas baseadas em alerta de cheia e de chuvas intensas

O trabalho será baseado no primeiro alerta de cheia emitido nesta quinta-feira (31) pelos órgãos que trabalham no monitoramento da subida dos rios.
Foto: Arlesson Sicsú (Arquivo Semcom)
Foto: Arlesson Sicsú (Arquivo Semcom)

Mesmo sem a previsão de cheia acima da cota de emergência, a Defesa Civil de Manaus já planeja ações em conformidade com o plano de contingência para o segundo trimestre deste ano.

O trabalho será baseado no primeiro alerta de cheia emitido nesta quinta-feira, 31, pelos órgãos que trabalham no monitoramento da subida dos rios, como a Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM) do Serviço Geológico do Brasil no Amazonas, e de meteorologia, como Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), e Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

Segundo o CPRM, o rio negro esse ano esta com ritmo atípico, já que foram registrados níveis abaixo do normal para época, mas, vem retomando a celeridade. Os dados divulgados apontam que neste primeiro alerta de cheia do ano, o Rio Negro deve ficar entre 26,60m a 27,20m, abaixo da cota de emergência em Manaus que é de 29m.

Os números não são definitivos. Essa primeira previsão de cheia serve para facilitar o planejamento das ações. Outros dois alertas serão emitidos pelo CPRM, que vai continuar monitoramento até o fim do mês de abril, quando será emitido um segundo alerta.

As chuvas também influenciam na subida dos rios, e por isso o monitoramento no mês de abril é de grande importância. Para o chefe de meteorologia do Sipam, Ricardo de La Rosa, as chuvas que no primeiro trimestre ficaram abaixo da média, devem voltar à normalidade com o fim do El Niño, e por isso pode haver chuvas mais intensas e com ventos fortes a partir de abril.

Para o secretário Executivo de Proteção e Defesa Civil de Manaus, Cláudio Belém, as chuvas preocupam por conta das áreas de risco. A Defesa Civil já monitora esses locais com ajuda do Núcleo de Proteção e Defesa Civil na Comunidade (Nupdec) e agora vai intensificar esse trabalho em parceria com outras secretarias.

“Mesmo sem a previsão de uma grande cheia, o trabalho da Defesa Civil não para. Estamos em alerta desde o início do período chuvoso, e agora com essa previsão podemos traçar um planejamento em parceria com as secretarias que já atuam conosco nesses locais vulneráveis. Juntos, estudaremos medidas que podem ser adotadas para minimizar o impacto para quem mora nessas áreas”, explicou.

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