14/03/2016 14h15 - Atualizado em 14/03/2016 14h15

Em discurso na CMM, Wilker Barreto destacou a manifestação contra corrupção do último domingo (13)

O presidente da CMM afirmou também que haverá instabilidade política e econômica nos próximos anos.
Foto: Tiago Corrêa (CMM)
Foto: Tiago Corrêa (CMM)

Os protestos contra a presidente Dilma, ex-presidente Lula e à corrupção, que levaram milhares de pessoas às ruas de todo o Brasil, no último domingo (13), foi tema do discurso do presidente da Câmara Municipal de Manaus (CMM), vereador Wilker Barreto (PHS), na tribuna da Casa Legislativa, na manhã desta segunda-feira (14).

Wilker Barreto conclamou todos a uma reflexão sobre a situação em que o país vive, ressaltou a motivação que levou a população a ir para as ruas protestar. “Vejo de forma clara, e aqui não é bandeira política, que milhares de pessoas que não concordam com os rumos que tomou o Brasil e o PT, foram às ruas. O PT jogou sua biografia no lixo. Não pelos idealizadores, que foram expurgados, mas pelo ‘modus operandis’ adotado por quem está no poder, que se assemelha a Cosa Nostra, a máfia”, disse ele, referindo-se a reportagem da Revista. “O que levantou a Veja é o de que os que não concordavam com eles foram mortos, como ocorreu com o prefeito Celso Daniel (ex-prefeito de Santo André, assassinado em 2002). E a revista mostra isso com riqueza de detalhes”, destacou.

Em seu discurso, o presidente assegurou que haverá instabilidade política e econômica para o Brasil nos próximos anos, se continuar com esse governo, conforme analisam os economistas. Segundo ele, dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV) dão conta de que o país vem perdendo por mês 200 mil postos de trabalho. “Ou seja, as empresa do Brasil na Bolsa (de Valores) valem R$ 1 trilhão de dólares a menos”, argumentou.

De acordo com Barreto, o país está caminhando para a maior recessão da história do Brasil. “E sabem as frases daqueles que sangram o país? É que não vai haver golpe e que isso é um movimento de quem perdeu as eleições”, completou. “O Brasil está definhando. Os economistas não conseguem enxergar o fim da recessão até 2018. Está tão clara a forma de condução equivocada do governo, que a cada ameaça de queda, as bolsas aumentam e o dólar cai”, disse.

O presidente da CMM advertiu que, em qualquer democracia do mundo, as vozes das ruas já teriam sido ouvidas, e a presidente Dilma já tinha pedido para sair. “O Brasil está à beira do abismo. Estão conseguindo quebrar o país, empresas estão fechando, estão falindo as empresas. Conseguiram quebrar a maior empresa do país”, ressaltou, referindo-se à Petrobras.

Wilker Barreto não acredita que ainda existem dúvidas de que a campanha da presidente Dilma foi financiada por dinheiro de caixa 2. “Será que ainda existe alguma dúvida de que a campanha não fora financiada por parte das empresas envolvidas na Lava Jato?. Quem em sã consciência faz ato de solidariedade e assina em baixo a prestação de contas apresentada ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) da candidata eleita Dilma?”, questionou.

Wilker Barreto acredita também que, em breve, os donos das construtoras Andrade Gutierrez e Odebrecht vão entregar João Santana, o marqueteiro da campanha da reeleição da presidente Dilma Rousseff. “O Brasil só não caminha na direção da Venezuela, que é governado por um mais louco que a Dilma, porque é um país maior e mais unido. Eu queria estar equivocado, e não fazendo esse discurso, mas não estou”, garantiu.

O presidente criticou também os movimentos pró-Dilma, que realizaram atos de apoio à presidente. “Pode pegar o CNPJ ou o CPF desses movimentos. Quantos milhões não foram repassados para a CUT (Central Única dos Trabalhadores), movimentos sociais, ou alguém tem dúvidas de que essas 400 pessoas do movimento estão na conta da prefeitura de São Bernardo do Campo?”, disse.

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