11/03/2016 13h15 - Atualizado em 11/03/2016 13h15

Em encontro com jornalistas, Dilma diz que não tem cara de quem irá renunciar

Ela ainda criticou o pedido de prisão preventiva do MP de São Paulo contra o ex-presidente Lula.
Foto: Ueslei Marcelino (Reuters)
Foto: Ueslei Marcelino (Reuters)

Em encontro com jornalistas há pouco, a presidente Dilma Rousseff foi enfática ao dizer que a renúncia não é uma opção. Ela negou também que esteja resignada ao processo de impeachment e ainda criticou o pedido de prisão preventiva do Ministério Público de São Paulo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Pelo menos testemunhem que eu não tenho cara de quem irá renunciar”, afirmou a petista em encontro com jornalistas. O comentário foi uma resposta clara ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), que nesta semana sugeriu a renúncia da presidente como meio para solucionar as crises econômica e política.

Questionada por jornalistas se estava resignada diante de um possível impeachment, a presidente rebateu que não nutre esse tipo de postura diante da vida e evocou (novamente) os percalços que viveu durante a ditadura militar. “Tem dó, essa história de resignação não é comigo”, disse.

Em meio a relatos de que teria convidado o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para comandar um ministério, Dilma disse que se orgulharia de ter o pestista em sua equipe – no entanto, ela não admitiu o convite. “Teria orgulho de ter Lula no meu governo, ele daria uma imensa contribuição. Agora, não vou discutir com você se ele vai ou não vai ser”, afirmou.

A presidente também criticou o pedido de prisão preventiva de Lula protocolado ontem pelo Ministério Público de São Paulo, requerimento classificado por ela como sem “base jurídica e legal”.

Na véspera da Convenção Nacional do PMDB, que deve definir a permanência do principal partido da base aliada, a presidente recorreu à cautela quando indagada sobre o assunto.

“Vamos esperar a convenção em vez de fazer um exercício de futurologia. O PMDB é um partido muito importante na minha base. Nós estamos fazendo uma avaliação acurada sobre isso. A gente não pode ser Joãozinho do passo certo. Temos que ver como as coisas se dão”, afirmou.

Fonte: Exame.com

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