09/03/2016 10h35 - Atualizado em 9/03/2016 10h35

Inpa estuda controle do Aedes aegypti usando a larva do mosquito elefante

As larvas do mosquito elefante se alimentam de larvas de outros mosquitos, incluindo os da dengue.
Foto: Ascom/ Inpa
Foto: Ascom/ Inpa

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI) estuda mais uma forma de fazer o controle dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, transmissores da dengue, febre chikungunya e zika vírus. A pesquisa utiliza larvas do mosquito elefante, que são predadoras ativas, inclusive, de mosquitos causadores da malária, da febre amarela e de outras doenças.

Estudos realizados no Laboratório de Etnoepidemiologia (Letep), vinculado ao Laboratório de Malária e Dengue do Inpa, comprovaram que uma larva do mosquito elefante (Toxorhynchites haemorrhoidalis haemorrhoidalis) é capaz de ingerir, durante o período larval (uma média de seis dias) aproximadamente 120 larvas do Aedes aegypti. A duração do ciclo de vida do Aedes a partir da oviposição até a fase adulta é de sete a dez dias.

Para o responsável do Letep, o pesquisador Hugo Mesquita, a utilização dessas larvas em criadouros do mosquito da dengue pode ajudar no controle da doença. “Porque essas larvas são predadoras naturais de mosquitos em ambiente de vegetação”, diz.

Com o título “Preferência de oviposição de Toxorhynchites (L.) haemorrhoidalis haemorrhoidalis em criadouros artificiais de diferentes cores em um fragmento de mata do município de Manaus, Amazonas”, o projeto é desenvolvido pelo bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic/CNPq) no Inpa, Jefeson Cruz de Souza. A orientação é da pesquisadora Raquel Telles Sampaio com a colaboração do técnico Ulysses Barbosa.

“Esse estudo é importante porque aponta outros meios para controlar os mosquitos transmissores de doenças”, destaca a orientadora.

A pesquisa é monitorada, semanalmente, em 24 criadouros artificiais plásticos do tipo ovitrampas nas cores preta, verde, azul e branca, distribuídos em seis diferentes pontos de fragmentos de mata urbana, localizada nas dependências do Campus I do Inpa. A pesquisa teve início em agosto de 2015 e deve prosseguir até julho deste ano.

*** Se você é a favor de uma imprensa totalmente livre e imparcial, colabore curtindo a nossa página no Facebook e visitando com frequência o AM POST.

Ultimas notícias

Contato Termos de uso Wp: (92) 99344-0505