11/03/2016 10h42 - Atualizado em 11/03/2016 10h42

Promotores querem estabelecer data para prender Lula

Eles também pediram a prisão de Léo Pinheiro, executivos da OAS, e de João Vaccari Neto.
Foto: Paulo Whitaker/Reuters
Foto: Paulo Whitaker/Reuters

No pedido de prisão preventiva para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os promotores do Ministério Público de São Paulo pediram também autorização para ‘fixar a data da respectiva execução e cumprimento dos mandados’. O pedido de prisão será analisado pela juíza Maria Priscilla Ernandes, da 4ª Vara Criminal da Capital.

Reportagem no jornal O Estado de S.Paulo informa que os promotores Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique de Moraes Araújo pedem: “Em caso de deferimento, que os mandados sejam entregues em mãos a um dos promotores de Justiça subscritores da denúncia, a fim de que sejam posteriormente cumpridos na forma a ser estabelecida pelo Ministério Público, inclusive com uso de força policial, caso necessária, com evidente respeito à legislação vigente, tudo a fim de obter a melhor forma de operacionalização das medidas, evitando violação dos direitos fundamentais dos denunciados”.

Os promotores também pediram a prisão de Léo Pinheiro e de executivos da OAS, além do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto. O pedido de prisão consta de um anexo da denúncia, cuja íntegra pode ser lida aqui.

Lula é acusado de atentar contra a ordem pública ao desrespeitar as instituições que compõem o sistema de Justiça, especialmente a partir do momento em que as investigações do Ministério Público do Estado de São Paulo e da Operação Lava Jato se voltaram contra ele.

O Ministério Público alega que, se não for preso, Lula poderia fugir facilmente, além de inflamar a militância para blindá-lo de qualquer investigação. “Os motivos são suficientes para permitir a conclusão de que movimentará ele toda a sua ‘rede’ violenta de apoio para evitar que o processo crime que se inicia com a presente denúncia tenha seu curso natural, com probabilidade evidente de ameaças a vítimas e testemunhas e prejuízo na produção das demais provas do caso”, diz o MP.

Fonte: veja.com

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