01/03/2016 22h38 - Atualizado em 1/03/2016 22h41

Redução de 6% na energia é brincar com o consumidor

Em 2015 reajuste da tarifa bateu os 60% de aumento.
(Foto: José Cruz/Agência Brasil)
(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB) anunciou na última semana uma redução de até 6,5% na conta de energia elétrica. A novidade, no entanto, parece uma brincadeira de mau gosto para o consumidor que viu a conta saltar em pelo menos 60% em menos de um ano. “Mas não eram 40%?”, alguns vão se perguntar.

O reajuste de 38,8% para as contas residenciais e 42,55% para as contas comerciais e industriais (alta e média tensão) foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no dia 27 de outubro do ano passado, e o reajuste entraria em vigor no dia 1º de novembro do mesmo ano, se não houvesse a suspensão do aumento pela Justiça, e depois a derrubada da decisão que está obrigando o consumidor a pagar o reajuste retroativo parcelado em seis vezes, nos próximos meses.

Poucos lembram, mas as contas de energia já haviam ficado mais caras em até 22% em abril do ano passado, conforme informações publicadas na Agência Brasil no mesmo período. Em agosto, a tarifa ainda sofreu mais um reajuste de 6%.

Para quem paga uma conta 60% mais cara, uma redução de 6% é uma migalha. Ou como diz o caboclo, é uma “fuleragem”.

Os mais otimistas partem na defesa de que é melhor uma redução, do que um novo aumento. #Oremos

Segundo o ministro a bandeira tarifária vai reduzir ainda mais em abril, representando uma redução de cerca de 10% no custo total da tarifa. Mas uma brincadeira de mau gosto que vai servir muito mais para promover o senhor ministro do que para efetivamente atender as necessidades da população.

A questão, é que parece que muita gente deixou de fazer o dever de casa na direção desse país, e desse ministério. E não cola mais essa história de por a culpa na crise internacional.

Os desmandos de pessoas que estão mais preocupadas com ministérios, com cargos, com sua fatia do bolo em contratos milionários das concessionárias públicas brasileiras, principalmente de energia e de petróleo, conseguiram abalar as estruturas econômicas e sociais de um país inteiro, e estão levando esse mesmo país para o buraco.

A Zona Franca de Manaus que o diga. O pólo mais cobiçado do país com menos 32 mil empregos.

*** Se você é a favor de uma imprensa totalmente livre e imparcial, colabore curtindo a nossa página no Facebook e visitando com frequência o AM POST.

Ultimas notícias

Contato Termos de uso Wp: (92) 99344-0505