15/03/2016 09h46 - Atualizado em 15/03/2016 09h46

Remédios vão ficar até 12,5% mais caros; saiba como economizar

O aumento passará a valer a partir do dia 31 deste mês.
Foto: Germano Lüders/VEJA
Foto: Germano Lüders/VEJA

Os remédios vão ficar mais caros em todo o país a partir do próximo dia 31. Segundo a Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa (Interfarma), o aumento anual nos preços deve ser de até 12,5%. Se confirmado, o reajuste vai superar a inflação (de 10,67%, em 2015) pela primeira vez em dez anos.

A base de cálculo para o reajuste de medicamentos é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que acumula alta de 10,36% em doze meses até fevereiro. O governo, no entanto, ainda não divulgou oficialmente de quanto será o aumento porque o processo está em consulta pública.

Para quem depende de remédios de uso contínuo, ou mesmo para consumidores pontuais, a orientação é buscar maneiras de economizar, principalmente quando se trata de medicamentos de alto custo. Veja abaixo algumas formas de pagar menos ou nada:

Para incentivar a adesão a tratamentos que exigem remédios de uso contínuo, grandes laboratórios desenvolveram planos de fidelidade que oferecem descontos em farmácias conveniadas. No caso da Bayer, contraceptivos orais podem custar de 20% a 46% menos para pacientes que se cadastrarem no site informando o nome, CPF, endereço e dados da receita médica. Sob as mesmas condições, comprar medicamentos para hipertensão, colesterol ou sintomas ligados à depressão pode custar até 65% menos.

Comparativo de preços
Já existem sites que funcionam como verdadeiros catálogos de consulta de preços de medicamentos. Em portais como o Clique Farma (www.cliquefarma.com.br) há indicações de farmácias onde o consumidor pode encontrar o preço mais em conta, ou mesmo sugestões de marcas similares. Já no Mais Preço (www.maispreco.com) é possível buscar pela substância ou princípio ativo e saber onde encontrá-los.

Subsídios do governo
O anúncio “Aqui Tem Farmácia Popular” em algumas redes indica que, no local, é possível comprar 112 tipos de remédios com até 90% de desconto. O programa do Ministério da Saúde oferece analgésicos, anti-inflamatórios, antibióticos e outras opções de drogas mais consumidas. Para retirar os remédios é preciso apresentar documento de identidade com foto, CPF e receita médica.

Remédios gratuitos
Pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é possível retirar, de forma gratuita e com receita médica, remédios de uso continuado ou de alto custo. A lista é disponibilizada pelo Ministério da Saúde. O programa “Saúde Não Tem Preço” distribui remédios para asma, hipertensão e diabetes. Para retirar, basta procurar redes credenciadas pela Farmácia Popular.

Medicamentos genéricos
A aprovação do uso de medicamentos genéricos trouxe para o mercado cópias idênticas em formato, composição química, dosagem, posologia e indicação de remédios produzidos por grandes laboratórios. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o medicamento genérico deve ser, no mínimo, 35% mais barato do que o convencional.

Descontos por planos de saúde
Seguradoras também oferecem descontos em medicamentos a seus beneficiários. Em parceria com duas redes de farmácias, a Amil proporciona economia de até 30% na compra de remédios e de até 5% em produtos de higiene pessoal e perfumaria; basta apresentar a carteirinha do convênio. Já o Benefício Farmácia, da SulAmérica, oferece 3.500 remédios até 65% mais baratos nas farmácias credenciadas para beneficiários de alguns planos e para clientes da Porto Seguro Saúde (há um cálculo de desconto conforme o plano de saúde em questão). Já a Bradesco Saúde oferece descontos de até 65% em medicamentos de marca ou genéricos.

Fonte: Veja.com

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