30/03/2016 14h11 - Atualizado em 30/03/2016 14h11

Saída do PMDB representa perda da sustentação política e econômica do Governo Federal, diz Wilker Barreto

PMDB anunciou oficialmente o rompimento com o governo na última terça-feira (29).
Foto: Tiago Corrêa (CMM)
Foto: Tiago Corrêa (CMM)

Em discurso na tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), na manhã desta quarta-feira (30), o presidente da Casa, vereador Wilker Barreto (PHS), externou que a oficialização do rompimento do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), por aclamação, com o governo da presidente Dilma Rousseff, fragiliza, ainda mais, a sustentação política e econômica do atual governo.

“Se perguntarem para mim, se faz diferença quem governa é o PT ou PMDB não faz diferença. O que me preocupa é que eu não consigo ver o nosso país no caminho do desenvolvimento. O que eu consigo enxergar hoje é um governo apegado ao poder. As motivações que cassaram o presidente Collor foram bem menores dos fatos que estão aí hoje”, pontuou, ao acrescentar que o PMDB possa ser uma ‘fina camada de esperança para o Brasil’.

“Se tivesse a opção do voto, diria não ao PMDB, mas entre o governo que está e uma fina camada de esperança, eu fico nessa linha fina, quase que transparente, porque o semblante do povo brasileiro não tem esperança, não consegue ver a luz no fim do túnel”, ressaltou, dizendo também que “talvez muitos dos que estão no PMDB, PSDB ou PP, entre outros partidos, não tenham a moral para estar cobrando moralidade, mas são representantes que, em 2014, foram eleitos pelo voto direto, tendo, porém, representatividade”.

Para o presidente do diretório municipal do PMDB, vereador Marcel Alexandre, a aliança do PMDB com o PT na época da reeleição já era frágil, uma vez que 41% da legenda votaram contra a aliança. “Sinceramente, eu penso que a decisão do PMDB foi a melhor, considerando que essa relação já estava frágil há muito tempo. A legenda acertou quando saiu do governo e da condução de governo da Dilma, mas como partido ficará devendo, se não punir nos seus quadros os que estão envolvidos na operação Lava Jato”, disparou o peemedebista, cobrando que o partido tenha uma posição clara e firme com os filiados à legenda envolvidos na Operação Lava Jato.

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