09/04/2016 15h42 - Atualizado em 12/04/2016 07h51

Braga é citado na lista dos que receberam propina da Andrade Gutierrez, diz JN

Empresa foi anunciada como vencedora da licitação da Arena ainda na gestão de Eduardo Braga.
Foto: Rodolfo Stuckert/Câmara dos Deputados
Foto: Rodolfo Stuckert/Câmara dos Deputados

Eduardo Braga no lançamento da pedra fundamental da Arena da Amazônia. (Foto: Arquivo/Divulgação)

Eduardo Braga no lançamento da pedra fundamental da Arena da Amazônia. (Foto: Arquivo/Divulgação)

As delações premiadas de executivos da Andrade Gutierrez citaram o pagamento de propina nas obras de construção de Estádios da Copa do Mundo, entre eles a Arena da Amazônia, com repasse ao ex-governador e então ministro Eduardo Braga (PMDB). As informações foram divulgadas nesta sexta-feira pelo Jornal Nacional, que teve acesso a trechos das delações, mas não citou os valores negociados. O ministro negou as acusações.

Em sua página no Facebook, o ministro Eduardo Braga negou as acusações e disse que não participou da gestão de nenhuma obra da Copa de 2014. “Fiquei surpreso com as declarações atribuídas ao Sr. Otávio Azevedo, em Delação Premiada, envolvendo as obras da Copa do Mundo no Amazonas. Para o bem da verdade, esclareço mais uma vez que não participei da gestão de nenhuma obra para a Copa de 2014. Saí do Governo do Estado em Março de 2010, sem praticar nenhum pagamento ou aditivo para obras relacionadas com a Copa do Mundo, muito menos da ARENA DA AMAZÔNIA”, afirmou.

A reportagem do AM Post apurou que Braga deixou o governo no dia 31 de março de 2010, no dia 1º de abril Omar Aziz, que era vice-governador, assumiu oficialmente o cargo. No dia 19 de março, Braga participou do evento de lançamento da pedra fundamental das obras da Arena, e no mesmo evento afirmou que “Manaus saiu na frente ao concretizar o processo de licitação da obra, seguindo rigorosamente o calendário proposto pela FIFA”, como consta em matéria da época publicada no portal institucional do Estado.

Braga afirmou, ainda em nota publicada nas redes sociais, que não autorizou pagamentos à empreiteira enquanto esteve no governo.

Além da Arena da Amazônia, na delação da Andrade Gutierrez foi citado o pagamento de propina nas obras do do estádio Mané Garrincha, em Brasília, com repasse para o ex-governador Agnelo Queiroz, do PT; nas obras do estádio do Maracanã, com propina para Sérgio Cabral, do PMDB, então governador do Rio; e repasse de recursos para a campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff (PT).

Os executivos da empreiteira afirmaram ainda empresa fez doações legais para campanhas de partidos em troca de contratos com órgãos públicos. Os repasses eram feitos ao PT, PMDB e PP. Todos os partidos negaram ter recebido recursos de forma ilegal.

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