19/04/2016 15h44 - Atualizado em 19/04/2016 15h44

Cúpula da Câmara age e processo contra Cunha perde força

Waldir Maranhão determinou a nulidade das documentações solicitadas pelo colegiado à PGR e ao STF.
Foto: Reprodução
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Em nova decisão que enfraquece ainda mais o processo em tramitação no Conselho de Ética contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o vice-presidente da Casa e aliado do peemedebista, Waldir Maranhão (PP-MA), determinou a nulidade das documentações solicitadas pelo colegiado à Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal (STF) e o uso desse material na instrução do processo. Na prática, o posicionamento de Maranhão limita o escopo das investigações e evita que as provas da Operação Lava Jato sejam usadas na ação – o que deve tornar ainda mais difícil a cassação de Cunha.

O vice-presidente atendeu recurso apresentado pelo deputado Carlos Marun (PMDB-MT), considerado um dos principais braços-direitos de Cunha. Na ação, Marun argumentou que a instrução do processo contra Cunha deveria se limitar à imputação original contra ele, que é a de ter mentido à CPI da Petrobras ao negar a manutenção de contas fora do país.

No decorrer das investigações da Lava Jato, o PSOL ingressou com novas denúncias contra Cunha, como a de que ele mentiu também ao negar que o lobista Fernando Baiano, apontado como o operador do PMDB no pagamento de propinas no petrolão, tenha ido em sua casa.

Em depoimento ao Conselho de Ética no início deste mês, o doleiro Leonardo Meirelles reforçou ao Conselho de Ética as denúncias de que Cunha foi beneficiário de 5,1 milhões de dólares pagos por intermédio do doleiro Alberto Youssef, pivô do propinoduto que sangrou os cofres da maior estatal brasileira.

No entanto, com a decisão de Maranhão, nem as novas denúncias nem as revelações feitas pelo doleiro podem ser levadas em consideração no relatório final do processo por quebra de decoro parlamentar.

Fonte: Veja.com

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