12/04/2016 15h10 - Atualizado em 12/04/2016 15h11

Desesperados, deputados petistas miram nos indecisos para tentar barrar impeachment

O discurso é o mesmo de sempre: pregar a máxima de que o impeachment de Dilma seria um “golpe”.
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um dia depois da aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff na Comissão Especial, deputados do PT se reuniram nesta terça-feira para fazer um balanço do placar que acendeu o sinal de alerta no Planalto pela diferença maior do que a esperada de votos favoráveis à destituição da petista. Em reunião a portas fechadas, os petistas buscaram alternativas para reverter a derrota no plenário da Câmara dos Deputados e decidiram partir para um corpo a corpo com parlamentares indecisos, tentando pregar a máxima de que o impeachment de Dilma seria um “golpe”. Na contramão do esforço, porém, nesta tarde o PP, terceira maior bancada da Casa, deve anunciar o apoio à ação contra a presidente da República.

Após quase três horas de reunião, o líder da bancada petista, deputado Afonso Florence (BA), evitou o tom pessimista e afirmou que a “tropa” está animada e considera que ontem foi um dia de vitória política, negando as avaliações feitas por palacianos. Ele ponderou que no início do processo dizia-se que o apoio a Dilma alcançaria apenas 16 votos – a comissão aprovou o relatório do deputado Jovair Arantes (PTB-GO) por 38 a 27.

Em uma força-tarefa para salvar Dilma na votação marcada para este domingo, os deputados vão mirar nos parlamentares que se mostram indecisos, concentrados principalmente em partidos médios, como o PSD e o PR, e nanicos, como o PHS e o PTN. “A gente pega o quadro dos decididos e dos indecisos, pega o relatório, o noticiário e mostra que o país está dividido entre os que defendem o golpe – o impeachment – e o movimento democrático de massas com intelectuais, artistas que são contra o governo, contra o PT e contra o impeachment, porque não tem crime de responsabilidade”, afirmou Florence.

“Nós vamos tentar mostrar que a conta que se paga para a história é ir para a lata do lixo”, continuou, repetindo o tom de ameaça feito nesta segunda, durante a votação no colegiado, quando afirmou que deputados pró-impeachment “não teriam sossego”.

Apesar do esforço, o cenário se mostra bastante incerto na Câmara dos Deputados. Nesta terça-feira, partidos vão se dedicar a fazer uma série de reuniões para definir qual rumo seguir após a aprovação do impeachment na comissão especial. Terceira maior bancada, com 51 deputados, o PP na Câmara deve anunciar nesta tarde que vai desembarcar do apoio da presidente Dilma. Durante a votação, o líder liberou os deputados. A expectativa é a de que entre 30 e 35 pepistas votem contra Dilma.

O PR também se reuniu nesta manhã. Após o encontro, a bancada soltou uma nota em que afirma que o deputado Aelton Freitas (MG) será o novo líder, em substituição a Maurício Quintella (AL), que deixou o posto para votar contra Dilma. No texto, Aelton reitera sua posição governista de votar em favor do mandato da presidente da República e pondera que não há necessidade de “fechamento de questão” para que a legenda confirme ampla maioria pró-Dilma neste domingo. Nos bastidores, porém, a bancada segue divida. Para Quintella Lessa, entre 25 e 30 deputados, dos 40 da bancada, devem votar contra Dilma.

Fonte: Veja.com

*** Se você é a favor de uma imprensa totalmente livre e imparcial, colabore curtindo a nossa página no Facebook e visitando com frequência o AM POST.

Ultimas notícias

Contato Termos de uso Wp: (92) 99344-0505