23/04/2016 01h34 - Atualizado em 23/04/2016 01h34

Dilma: “Meu mandato está garantido por 54 milhões de votos”

Presidenta afirmou que deve seu mandato a todos os eleitores e que está no direito de defendê-lo.
Foto: Reprodução
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Em entrevista a jornalistas brasileiros, em Nova York, a presidenta Dilma Rousseff reforçou a importância de enfrentar as tentativas de interromper inconstitucionalmente a continuidade de seu governo. “Tenho direito de defender meu mandato, devo isto a meus eleitores. O que não é admitido é um golpe travestido de impeachment (…) Meu mandato está garantido por 54 milhões de brasileiros e brasileiras”, disse. Dilma está nos Estados Unidos para participar da cerimônia de assinatura do Acordo de Paris nas Nações Unidas.

A presidenta mencionou que é questionada se de fato existe um golpe em curso no país, já que não existe participação de forças de segurança ou de grupos armados e explicou que “golpe é um mecanismo pelo qual você tira pessoas do poder por razões que não estão expressas em nenhuma lei”. Disse que, neste momento, trabalhará para conscientizar os senadores de que não tem fundamento o argumento das “pedaladas fiscais” para pedir impeachment.

Para ela, este impeachment é um “processo totalmente infundado“, pois seu nome nunca foi citado em casos de corrupção. “Quem assumirá o destino do país? Pessoas ilegítimas, que não tiveram voto para Presidência na República? (…) Ou pessoas que têm acusação de lavagem de dinheiro, conta no exterior? Não tem contra mim nenhuma acusação de corrupção”.

Uma das perguntas feitas a Dilma foi por que, mais cedo, ela não usou a palavra golpe ao discursar na ONU. Dilma respondeu que aquele não era o momento para falar mal do país, principalmente por se tratar de um evento oficial sobre meio ambiente, em que o Brasil tem motivos para celebrar, apesar da crise política. “Sem nosso trabalho, não teríamos o resultado que tivemos no Acordo de Paris. Vocês deveriam estar orgulhosos”, afirmou.

Em sua fala, Dilma agradeceu a equipe brasileira empenhada em trabalhar no texto do acordo, especialmente à Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.

Ao chegar em Nova York, a presidenta foi recebida com manifestações de repúdio ao golpe.

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