27/04/2016 12h03 - Atualizado em 27/04/2016 12h06

Dois meses após início do ano letivo, aulas ainda não começaram em escolas de Borba

Outros três municípios do interior passam por situação semelhante segundo Sinteam.
Foto: Divulgação
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Depois de dois meses do início do ano letivo, as escolas da zona rural de Borba ainda não iniciaram as atividades. A denúncia é da representante do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) no município, Cosme Rodrigues Machado. “O prefeito alega que não tem professor. O intrigante é que ele fez concurso recentemente, não chamou os aprovados, daí realizou processo seletivo, mas parece que não foi suficiente”, disse a professora.

Ela também afirma que não há transparência na aplicação do recurso destinado à merenda escolar. “Eu faço parte do conselho de acompanhamento e fiscalização da merenda escolar, mas nunca tive acesso ao regimento interno. Prestação de contas nunca vi. Só quem tem acesso é o secretário de educação”, disse Cosme.

Em Boa Vista do Ramos, a situação é parecida com Borba quando se fala em contratar profissionais. A diferença é que lá o prefeito contrata quem ele quer. “O prefeito não fez processo seletivo. Ele contratou quem quis”, denunciou Márcio Cézar, representante do Sinteam do município.

Quase 1 mil alunos estão sem aulas em São Paulo de Olivença porque o Ministério Público Estadual interditou a escola, de acordo com o delegado sindicato Renato Rocha.

No Careiro Castanho, há superlotação nas salas de aula. “Tem lugar com 57 alunos numa sala”, afirmou Vítor Mota, delegado sindical.

Usando a crise como desculpa, a maioria dos prefeitos sequer atende a categoria para negociar reajuste salarial.

“Estamos vivendo um momento de retrocesso no país, principalmente na educação, onde direitos conquistados com muita luta estão sendo suprimidos, e o diálogo está sendo substituído pela intransigência”, afirma o presidente do Sinteam, Marcus Libório. Ele cita como exemplo o fim da indexação constitucional para a educação e saúde, atualmente de 25% e 13%, respectivamente, apresentados pelo PMDB.

As denúncias sobre os problemas enfrentados no interior foram feitas na reunião do Conselho Geral do Sinteam, que aconteceu no último fim de semana.

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