19/04/2016 07h26 - Atualizado em 20/04/2016 07h38

Encontro de Renan e Lewandowski ocorreu a portas fechadas, diferente da reunião com Cunha

O presidente do STF não permitiu que a reunião fosse aberta à imprensa.
Foto: Reprodução
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O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, afirmaram na segunda-feira que vão definir juntos o rito que deverá ser seguido durante a análise do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado.

A reunião entre os dois aconteceu a portas fechadas com duração de mais de uma hora e meia. O presidente do STF não convidou a imprensa para participar da conversa, diferente do que fez em dezembro do ano passado, quando recebeu o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB) e chamou a imprensa.

Em declaração à imprensa após o encontro no STF, Lewandowski afirmou que eles vão “traçar um roteiro de comum acordo”, que vai ter como parâmetro as regras do regimento interno do Senado, a lei do impeachment de 1950, as definições do Supremo sobre o assunto, além do que aconteceu durante o processo de afastamento de Fernando Collor de Mello em 1992.

Ironia
O presidente do Senado ironizou ainda a sessão de votação na Câmara, quando deputados afirmaram que iriam votar a favor da admissibilidade do impeachment pelas suas famílias. “No Senado Federal, com certeza, não vai ter voto em função do que a família quer ou não. O julgamento vai ser um julgamento de mérito, se há ou não há crime de responsabilidade”, afirmou.

Os dois não deram prazos de quando iriam divulgar as regras. O rito será definido por integrantes dos gabinetes de Renan e Lewandowski e depois submetido a análise dos demais ministros em uma sessão administrativa do Supremo.

Lewandowski
O presidente da Corte afirmou, porém, que terá um papel de “coordenador” após o processo do impeachment ser aceito pelo Senado. “O papel do presidente do STF é um papel de coordenador dos trabalhos. Ele não interferirá no julgamento. Ele não julga, quem julga são os juízes. A lei 1079 (lei do impeachment) inclusive chama os senadores de juízes, esta é a nomenclatura”, disse ele.

Fonte: AM POST e imprensa nacional

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