01/04/2016 09h35 - Atualizado em 1/04/2016 09h35

Falta de consenso adia novo corte de gastos na ALE-AM

Parlamento definirá novas medidas de contenção na próxima semana.
Foto: ALE-AM
Foto: ALE-AM

A decisão da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) sobre as novas medidas que serão adotadas para conter gastos e equilibrar as contas do Legislativo ficará para a próxima semana. Segundo o presidente da Casa, deputado Josué Neto (PSD), durante a reunião desta quinta-feira (31), não houve consenso dos parlamentares sobre as sugestões apresentadas pela Diretoria-geral do Parlamento.

Apesar do adiamento, o presidente informou que a reunião foi produtiva porque a maioria dos 17 deputados que participaram da reunião entenderam a necessidade de reduzir os gastos por conta na queda da arrecadação. “O mais importante é que todos os deputados entenderam a necessidade de se ajustar ao momento difícil que o Estado atravessa. A queda de arrecadação influencia diretamente no nosso repasse. Perdemos de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões por mês, o que nos obriga a buscar medidas alternativas para economizar nos nossos gastos”, disse.

Josué Neto fez questão de ressaltar ainda que as medidas que serão tomadas surgirão a partir do diálogo entre os parlamentares. “Todos estão apresentando sugestões para enfrentarmos a crise. Ideias estão surgindo, o momento agora é de buscarmos o consenso”, disse.

Ao lembrar que a ALE-AM já está funcionando com contenção de despesas desde o ano passado, o presidente da Casa assegurou que também houve entendimento dos deputados de que as medidas serão temporárias. “Com esse pensamento, acreditamos que será mais fácil conseguir o apoio de todos os parlamentares para as medidas que deveremos anunciar na reunião da próxima semana”, afirmou.

Desde outubro de 2014 a ALE-AM vem se reorganizando financeiramente, em razão da crise econômica. A Casa já cancelou a concessão de passagens e diárias de servidores; cortou em 70% gastos com passagens aéreas e diárias para os deputados; não reajustou verbas de gabinete nem a CEAP; reduziu alguns contratos de natureza estimativa e eliminou outro, e está mantendo os valores dos anos anteriores, sem correção.

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