07/04/2016 09h44 - Atualizado em 8/04/2016 09h55

Gasoduto Urucu-Coari-Manaus, iniciado na gestão de Braga, envolveu propina da Petrobrás, segundo Andrade Gutierrez

A propina que abasteceu a campanha de 2014 de Dilma teve origem em contratos da Andrade Gutierrez.
Foto: Reprodução
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Reportagem da Folha de S. Paulo, publicada nesta quinta-feira (7), destaca afirmação do ex-presidente da empreiteira Andrade Gutierrez, Otávio Marques de Azevedo que em depoimento de delação disse que dinheiro oriundo de propina abasteceu a campanha de 2014 da presidente Dilma Rousseff (PT). O depoimento aconteceu ainda no ano passado, mas a planilha foi sistematizada pelo ex-presidente apresentada e à Procuradoria-Geral da República.

A novidade é que o Gasoduto Urucu-Coari-Manaus foi mais uma vez citado como uma das principais obras da empreiteira que teve recurso desviado para doações a partidos, ou seja, pagamento de propinas. A propina que abasteceu a campanha da presidente em 2014, tinha origem em contratos da empreiteira para a execução de obras por todo o país. No Amazonas, o Gasoduto e a Arena da Amazônia são algumas obras que envolveram pagamento de dinheiro ilícito, as duas foram iniciadas na gestão do ex-governador e atual ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB).

Em 2015, uma planilha detalhou os percentuais desviados na construção do gasoduto Urucu-Coari–Manaus. A obra foi iniciada em 2006 e foi orçada inicialmente em R$ 2,4 bilhões, mas, com aditivos, ao final chegou a R$ 4,5 bilhões.

No ano de 2014, relatório do Tribunal de Contas da União (TCU) desnudou uma série de ilícitos cometidos pelo Governo do Amazonas, entre os anos de 2007 e 2008, referentes a obras do gasoduto Coari-Manaus, quando Braga era governador.

Dentre as diversas irregularidades, está a dispensa de licitação, pagamentos adiantados sem a execução dos serviços e falta de detalhamento dos preços.

No início de 2015, a Companhia Gás do Amazonas (Cigás) afirmou que 30% da produção diária de gás natural transportada das operações do gasoduto Urucu-Coari-Manaus, ficava sem uso e era devolvida à terra.

É a primeira vez que o esquema revelado pela Operação Lava Jato é descrito por um empresário, o esquema de financiamento de partidos por meio de propinas de contratos públicos que legaliza doação eleitoral.

Fonte: Redação AM POST

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