12/04/2016 18h58 - Atualizado em 12/04/2016 18h58

PP anuncia maioria contra Dilma

O partido foi um dos principais alvos do Planalto no saldão de cargos promovido pelo governo.
Foto: Divulgação
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No momento em que o governo entra em pressão máxima, a bancada do PP na Câmara dos Deputados anunciou nesta terça-feira apoio maciço ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. A legenda, formada por 47 parlamentares, foi alvo de dura investida do Planalto nas negociações de cargos no alto escalão, mas, ainda assim, sua maioria deve votar favoravelmente à queda da petista.

O anúncio foi feito pelo líder da legenda e ex-ministro de Dilma, deputado Aguinaldo Ribeiro (PB), após reunião de duas horas nesta tarde. Ribeiro afirmou que o encontro decidiu pela “unidade da bancada” e que o partido, “em sua maioria absoluta e ampla, deliberou pelo encaminhamento em plenário no voto sim do processo do impeachment”. Isso significa que os parlamentares serão orientados a seguir a maioria em seus votos, mas não serão punidos caso optem por votar contra o impeachment.

O PP atualmente comanda o Ministério da Integração Nacional e está entre os principais cotados em uma reforma promovida pela presidente Dilma caso sobreviva ao impeachment. A oferta feita pelo Planalto amplia a participação da legenda na Esplanada, ganhando também o Ministério da Saúde, e ainda em uma das grandes estatais brasileiras, levando o comando da Caixa Econômica Federal.
Nos cálculos de deputados pró-impeachment, a posição da legenda desta terça deve fazer com que 40 parlamentares do PP votem contra Dilma no próximo domingo. “Isso decide a votação. Vários deputados disseram que são contra ou indecisos, mas que seguem posição da bancada”, afirmou o deputado Jerônimo Goergen (RS). “A posição reverte totalmente o quadro”, avalia o deputado Afonso Hamm (RJ).

Até agora um aliado da presidente Dilma, o deputado e ex-prefeito Paulo Maluf (SP) justificou seu voto pelo impeachment: “Apesar de todas as convicções de que temos uma presidente correta, decente e o honesta, o governo perdeu as condições de governabilidade”, afirmou. Após a reunião, o líder Aguinaldo Ribeiro foi ao encontro do presidente do PP, Ciro Nogueira, comunicar a decisão e discutir a possibilidade de entregar os cargos que a legenda mantém no governo. Nogueira é aliado da presidente Dilma e resiste em apoiar o rompimento com o Planalto.

Fonte: Veja.com

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