20/04/2016 07h26 - Atualizado em 5/05/2016 00h22

Semsa recebe relatório com identificação de possíveis focos de Aedes aegypti

O trabalho foi feito por 150 leituristas da Eletrobrás Distribuição Amazonas.
Foto: José Nildo
Foto: José Nildo

O trabalho voluntário dos 150 leituristas da concessionária de energia Eletrobrás Distribuição Amazonas gerou um relatório com a identificação de 24.166 imóveis em todas as zonas da cidade e onde há condições favoráveis para a reprodução do mosquito Aedes aegypti. O documento foi entregue pelo diretor-presidente da empresa, Antônio Carlos Paiva, ao secretário municipal de saúde, Homero de Miranda Leão Neto, nesta terça-feira, 19, na sede do Centro Integrado de Operações Conjuntas em Saúde para o combate ao Aedes (Ciocs).

Os leituristas passaram por um treinamento com técnicos da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) e Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para que pudessem verificar a existência de possíveis criadouros durante o trabalho de leitura dos medidores de consumo de energia elétrica. “Eles visitam aproximadamente 500 mil imóveis todos os meses e têm uma ‘capilaridade’ muito grande, chegando a todos os lugares onde há um medidor. É um trabalho voluntário, uma contribuição para as ações de combate ao mosquito que já vêm sendo desenvolvidas pela prefeitura na cidade e na área rural”, explicou o presidente da concessionária.

Os dados coletados pelos leituristas somarão às informações que a Semsa já possui com base nas ações de combate ao mosquito que já vinha executando e que foram intensificadas no final do ano passado, a partir do estado de emergência decretado no município em virtude das doenças causadas pelo Aedes aegypti, em especial a zika.

Segundo o titular da Semsa, o banco de dados do município tem o registro de 666 mil imóveis. A diferença a maior no quantitativo de imóveis é porque os agentes de saúde percorrem, também, as áreas de invasão, onde não há medidores de consumo de energia. Ele elogiou e agradeceu a iniciativa dos leitores. “Talvez vocês não tenham percebido, mas esse gesto simples pode salvar uma criança de ter microcefalia”, assegurou.

O relatório será entregue mensalmente e os dados serão trabalhados juntamente com as informações que a Semsa já levanta diariamente.
“Estamos todos juntos no combate ao zika, a microcefalia, no combate ao Aedes aegypti”, destacou Homero.

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