19/04/2016 17h16 - Atualizado em 19/04/2016 17h58

Senado lê decisão da Câmara sobre impeachment e abre prazo para formar comissão

Abre-se, agora, um prazo de 48 horas para instalar a comissão que irá avaliar o caso.
Foto: Reprodução
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Às 16h47 desta terça-feira, o 1º secretário do Senado, Vicentinho Alves (PR-TO), leu em plenário comunicado sobre a decisão da Câmara dos Deputados de, no último domingo, dar seguimento ao processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. A leitura de um compilado sobre a votação feita pelos deputados – a de instauração do processo por crime de responsabilidade por causa da pedaladas fiscais e da abertura de créditos suplementares por decreto sem autorização do Congresso Nacional – é o ponta pé inicial no Senado para a formação da comissão especial do impeachment nesta casa legislativa.

No Senado, este colegiado será formado para redigir um parecer prévio sobre o impeachment. O veredicto dos 21 senadores que vão compor a comissão será votado em plenário, o que pode resultar no afastamento da presidente Dilma Rousseff por até 180 dias. Em uma última etapa, é julgado o mérito das acusações contra a petista, provavelmente por volta de setembro, conforme projetou o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL).

Logo após a leitura, os senadores Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES) questionaram o prazo de 48 horas conferido por Calheiros para a formalização das indicações para a comissão especial. O presidente do Senado negou sumariamente os apelos dos dois senadores para que o colegiado fosse formado imediatamente, mas como foi apresentado recurso contra a decisão de Renan, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) será chamada para opinar sobre o caso. A CCJ se reúne já nesta quarta-feira.

Até agora, o bloco PSDB, DEM e PV indicou os senadores Caiado, Antonio Anastasia (PSDB-MG), Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) e Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) para compor a comissão como membros titulares. O bloco PTB-PR-PSC-PRB-PTC indicou os senadores Wellington Fagundes (PR-MT) e Zezé Perrella (PTB-MG).

Fonte: Veja.com

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