27/04/2016 10h27 - Atualizado em 27/04/2016 10h27

Temer avalia negociar presidência da Câmara com PSDB

A ideia agrada a lideranças de partidos que defendem um maior equilíbrio de forças entre as siglas no Congresso.
Foto: Reprodução
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Além da oferta de ministérios, o vice-presidente Michel Temer (PMDB) avalia negociar com o PSDB o comando da Câmara dos Deputados, a fim de garantir o apoio dos tucanos a seu eventual governo. A ideia agrada a lideranças de partidos que defendem um maior equilíbrio de forças entre as siglas no Congresso. Essas lideranças não querem que o PMDB ocupe ao mesmo tempo com as presidências da República, do Senado e da Câmara.

Atualmente, os peemedebistas detêm as maiores bancadas nas duas Casas do Congresso. Por isso, desde fevereiro de 2015, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) preside a Câmara e Renan Calheiros (PMDB-AL), o Senado. Os chamados partidos do “centrão” – liderados por PSD, PP e PR – avaliam “que é muito espaço para um partido só”, por isso defendem que o PMDB ceda para um deputado de outra sigla um desses postos importantes.

Assim como o PSDB, a ideia do “centrão” é também emplacar um dos seus. Nesse caso, os primeiros da lista são os deputados Rogério Rosso (PSD-DF) e Jovair Arantes (PTB-GO). Os dois ocuparam, respectivamente, a presidência e a relatoria da comissão especial do impeachment. Ambos agradam a Eduardo Cunha, que gostaria de contar com um aliado como sucessor no comando da Casa quando terminar seu mandato.

Pelo PSDB, o nome que surgiu como opção inicial é o de Jutahy Júnior (BA), que já foi líder de bancada e está no seu décimo mandato na Casa. O parlamentar tem forte ligação política com o senador José Serra (SP), tucano que priva da confiança de Michel Temer. “Ninguém falou nada comigo”, disse Jutahy. Ele é a favor do ingresso de Serra no Ministério. “Defendo isso 100%”, completou.

Eduardo Cunha foi eleito em fevereiro de 2015 e o seu mandato à frente da Casa se encerra no início do próximo ano. Além disso, tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido da Procuradoria-Geral da República para afastá-lo cautelarmente devido às investigações que pesam contra ele na Lava Jato. Corre também contra o peemedebista uma ação no Conselho de Ética da Casa por quebra de decoro parlamentar por ter mentido à CPI da Petrobras sobre a existência de contas no exterior. Réu em um processo no STF, Cunha é acusado de ter recebido 5 milhões de reais em propina no petrolão. Ele nega todas as acusações.

Fonte: Veja.com

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