06/04/2016 14h49 - Atualizado em 6/04/2016 14h49

UEA contará com Núcleo de Estudos Afro-Brasileiro

O projeto foi aprovado, por unanimidade, pelos 28 membros do Conselho, que é composto por professores, alunos e técnicos-administrativos da Universidade.
Foto: Divulgação
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A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) aprovou, na manhã desta quarta-feira (6), na primeira reunião de 2016 do Conselho Universitário (Consuniv), a criação do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiro (NEAB). O projeto foi aprovado, por unanimidade, pelos 28 membros do Conselho, que é composto por professores, alunos e técnicos-administrativos da Universidade.

“É um momento histórico de resgate e cidadania. A Gestão da UEA tem se esforçado em apoiar como política pública o fortalecimento da visão e da presença do negro na nossa sociedade. Além do resgate histórico, há um resgate social envolvido nisso. A UEA tem muito orgulho em fortalecer essa política e fazer parte dela. Interar-se aos movimentos sociais de reafirmação da presença do negro na nossa comunidade e o estado do Amazonas não podia estar omisso dentro deste cenário”, disse o presidente do Consuniv e Reitor da UEA, Cleinaldo Costa.

A primeira reunião do Consuniv contou com membros do Fórum Permanente de Afrodescendentes do Amazonas (FOPAAM). “Esse Núcleo vai começar a quebrar o racismo institucional. Não que as portas estejam fechadas, mas o fato de você também não convidar a entrar e não mostrar que é possível, também afasta uma população. Quantos são os professores negros que você tem dentro da Universidade? Será que ela está representada pela nossa população? Realmente é um ganho a UEA estar abrindo as portas para a população Negra”, ressaltou Arlete Anchieta, coordenadora FOPAAM.

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiro da UEA foi uma proposta, e será desenvolvido, pela Escola Normal Superior (ENS). A Diretora da ENS, Eglê Wanzeler ressaltou que o local vai contribuir nas questões de preconceitos. “Significa um avanço enorme em termos de consolidação de uma política que reafirma a presença dos Afro-brasileiros no Amazonas, além de estabelecer conexões mais profundas com essas populações, em com termos de conhecimento, sabedoria, cultura e ciência”, acrescentou Wanzeler.

“É um momento de felicidade. O DCE, ao longo e sua gestão, tem participado de grandes temáticas sociais na Universidade, contribuiu com esse processo para garantir o resgate e a história de povo que por muito tempo foi inviabilizado no nosso estado. É de grande valia um momento como esse. Com a aprovação do Núcleo, a Universidade está se colocando à disposição de pesquisar, estudar e debater essa temática e difundir essa história”, disse o Presidente do Diretório Central dos Estudantes da UEA, completou Maick Soares.

Dentre os 13 pontos de pautas, submetidos no Conselho, três foram retirados de pauta, seis aprovados por unanimidade e quatro foram aprovados com votos contrários e abstenções. A próxima reunião será realizada no dia 13 de junho de 2016.

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