05/05/2016 16h25 - Atualizado em 5/05/2016 16h25

Aliados de Cunha articulam renúncia de Maranhão

A ideia é tentar provocar a realização de uma nova eleição para vice-presidentes, que assumem interinamente o comando da Casa.
Foto: Reprodução
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Líderes aliados de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) já começaram a articular a renúncia dos deputados Waldir Maranhão (PP-MA) e Giaboco (PR-PR) dos cargos de primeiro e segundo vice-presidentes da Câmara, respectivamente, caso o plenário do Supremo Tribunal Federal confirme liminar que determinou o afastamento do peemedebista do mandato e da presidência da Casa, nesta quinta-feira (5).

A ideia é tentar provocar a realização de uma nova eleição para vice-presidentes, que assumem interinamente o comando da Casa com o afastamento de Cunha.

Em reservado, deputados de partidos como PTB, PSD, PR e até do PP, legenda de Maranhão, avaliam que o atual presidente interino da Câmara não tem a “menor condição” de presidir a Casa e argumentam que Giaboco tampouco tem articulação suficiente para assumir o posto. Assim, querem a escolha de novos vice-presidentes “de pulso” para substituir Cunha. A ideia foi discutida durante a manhã em reunião de deputados do chamado “centrão” e até da oposição.

Os nomes mais cotados para concorrer aos postos em eventual nova eleição são os dos líderes do PTB, Jovair Arantes (GO); do PSD, Rogério Rosso (DF); do PSC, André Moura (SE); e do vice-líder do PR, Maurício Quintella (AL). Todos são aliados de primeira hora de Cunha na Câmara.

Com a eleição, o primeiro vice-presidente, que assumiria a presidência interinamente, se cacifaria para a eleição de presidente da Câmara prevista para o início do próximo ano.

Embora já estejam se articulando, líderes aliados de Cunha decidiram só se pronunciar oficialmente após julgamento do afastamento do parlamentar pelo plenário do Supremo, previsto para ocorrer na tarde desta quinta-feira.

Até agora, o discurso é de que a decisão liminar do ministro Zavascki contra o peemedebista causou “perplexidade” entre os parlamentares, principalmente em relação ao afastamento do cargo de deputado. Para líderes, a decisão pode abrir um precedente perigoso.

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