04/05/2016 14h48 - Atualizado em 4/05/2016 14h48

Após ser alvo de vandalismo, DEM apresenta notícia-crime na PF

“Ataques ao DEM são motivados pela forte oposição do partido ao governo do PT”, afirma Pauderney.
Foto: Divulgação
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O líder do DEM, deputado Pauderney Avelino (AM), e os deputados Onyx Lorenzoni (RS), Mendonça Filho (PE) e Moroni Torgan (CE) se reuniram nesta quarta-feira com o diretor-geral da Polícia Federal, Leandro Daiello Coimbra, para requerer a instauração de inquérito policial que investigue os atentados feitos contra o partido, ao redor do país.

Eles entregaram uma notícia-crime, assinada por Pauderney, Mendonça, Onyx e pelo deputado Eli Corrêa Filho (SP). “Ataques ao DEM são motivados pela forte oposição do partido ao governo do PT. Temos de agir, reagir”, disse Pauderney, lembrando que o processo que vai culminar no afastamento da presidente Dilma Rousseff é legal, segue a Constituição e o rito determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Comunicado dos fatos ocorridos em Guarulho, Recife e Porto Alegre, Daiello pediu que os deputados comuniquem à PF qualquer outra ameaça e disse que a corporação está vigilante e atenta. O deputado Moroni Torgan, ex-delegado da Polícia Federal, disse que era preciso evitar que ações como essas se amplifiquem.

No final de março, o escritório de Eli Corrêa Filho, em Guarulhos, foi invadido. Na ocasião, roubaram computadores e destruíram equipamentos e material político. Na ocasião, o deputado disse que “é um ato de fanatismo de quem não quer perder o poder”.

Na última quinta-feira (28) o ataque foi em Recife, na sede estadual do partido. Vândalos picharam o edifício com palavras como “golpistas”, reproduzindo o discurso panfletário do governo federal. O presidente estadual da sigla, o deputado Mendonça Filho, declarou: “Isso é só uma demonstração de intolerância e violência do partido que está no poder. Tenho a consciência tranquila, pois ajo a partir de princípios democráticos”. Ele lembrou que foi hostilizado no aeroporto de Recife logo após a aprovação do processo de impeachment na Câmara.

Apenas dois dias depois, na madrugada do sábado (30), a sede do Democratas em Porto Alegre foi alvo de um atentado ainda mais grave, com artefatos explosivos. O prédio abriga também o escritório político do deputado Onyx Lorenzoni. “Um recado aos que pregam a intolerância: não nos intimidarão. Bandido é caso de polícia. Vamos descobrir quem fez e quem mandou fazer”, alertou o parlamentar gaúcho.

De acordo com o documento protocolado pelo DEM, os atos praticados infringem vários dispositivos do Código Penal, e o ataque em Porto Alegre poderia ser enquadrado também como atentado terrorista, conforme a Lei 13.260/2016, que recentemente regulamentou o tema na legislação brasileira.

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