16/05/2016 04h17 - Atualizado em 16/05/2016 04h21

Cauby Peixoto morre aos 85 anos em hospital de São Paulo

A informação foi confirmada por amigos próximos.
Foto: Reprodução
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O cantor Cauby Peixoto morreu na noite deste domingo, 15, aos 85 anos. A informação foi confirmada pelo produtor Thiago Marques e pelo historiador Rodrigo Faour. Porteriormente, o perfil do fã clube do cantor na rede social Facebook publicou uma despedida, sem detalhes sobre a causa da morte. O que se sabe, até então, é de que Cauby Peixoto estava internado no hospital Sancta Maggiori, no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo.

Cauby Peixoto era remanescente de uma era de ouro da canção brasileira. Era muito imitado, mas incomparável. Tinha saúde frágil, condição que foi se agravando nos últimos tempos: em 1997, já tinha sido internado com dores fortes, atribuídas a uma hérnia de disco; em 2000, ganhou 6 pontes de safena e, em um mês, estava cantando de novo.

Sua influência e sua lenda ficam como um carimbo de intensidade nas noites de São Paulo e Rio, onde reinou com mais frequência. “Adoro quando as fãs rasgam minha roupa, sinto-me o próprio Cauby Peixoto”, afirmou o cantor Cazuza, em uma antiga entrevista. “As mulheres estavam alucinadas. Eu mesma fui espirrada para fora da rádio. Ele estava lindo”, lembrou Elis Regina sobre a primeira vez que o viu.

O escritor Mario Prata recordou, em crônica no Estado na década de 1990, a especificidade de Cauby e sua alma gêmea, Ângela Maria. “Ângela e Cauby são de uma outra época. Diferente. Muito diferente. Por exemplo: naquele tempo os compositores e compositoras compunham para cantores e cantoras. Para determinados cantores. Cada músico tinha seus intérpretes prediletos. Isso acabou”.

Em meados dos anos 50, Cauby Peixoto já era o cantor mais famoso do rádio brasileiro, ocupando o trono que pertencera a Orlando Silva – mas com um domínio moderno das novas táticas do show biz, utilizando truques de massificação da popularidade, como um grupo de fãs escoladas e bem treinadas na linha de frente dos seus shows para gritar, esgoelar-se e causar sensação. Cauby lançava mão de um ardil usado pelo seu maior ídolo de então, Frank Sinatra, que colocava as famosas bobby-soxers para agitar sua mitologia no início de carreira, nos anos 40.

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