30/05/2016 17h19 - Atualizado em 30/05/2016 17h19

Corregedoria arquiva mais duas representações contra Moro

As ações apontavam que Moro deveria ser afastado da Lava Jato por agir com parcialidade ao autorizar a condução coercitiva de Lula.
Foto: Reprodução
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A corregedora nacional de Justiça, ministra Nancy Andrighi, arquivou nesta segunda-feira, 30, mais duas representações contra o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba e responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância.

O magistrado foi questionado por ter supostamente cometido infrações disciplinares em decisões que envolvem as investigações contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

As reclamações eram de autoria de um advogado alagoano e do deputado estadual Anísio Soares Maia, do PT da Paraíba.

As ações apontavam que Moro deveria ser afastado da Lava Jato por agir com parcialidade ao autorizar a condução coercitiva de Lula, classificada como desnecessária pelos autores.

Além disso, afirmavam que a suposta proximidade do magistrado com parlamentares do PSDB e representantes da TV Globo o desautorizava a atuar no caso.

Outro argumento usado era de que Moro deveria ser punido por violar o sigilo das interceptações telefônicas obtidas no âmbito da investigação envolvendo autoridade com prerrogativa de ser investigada apenas no Supremo Tribunal Federal, no caso a presidente afastada Dilma Rousseff.

Assim como em decisões anteriores das últimas semanas, a ministra Nancy negou as alegações.

Com isso, das 14 reclamações contra Moro que tramitavam na corregedoria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) desde março, apenas duas restaram.

A previsão é de que, como elas têm argumentação semelhante às demais, também acabem sendo arquivadas pela ministra.

Exame

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