05/05/2016 06h58 - Atualizado em 5/05/2016 06h58

Em entrevista, Dilma promete lutar para voltar ao governo

Ela afirmou à BBC que é uma “vítima inocente” da atual crise no Brasil.
Foto: Reprodução
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A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (5), para a emissora britânica BBC que é uma “vítima inocente” da atual crise no Brasil e garantiu que “lutará” contra o processo de impeachment.

“Sim, acredito que sou uma vítima e que, certamente, sou inocente. E, ao mesmo tempo, sou uma vítima inocente”, insistiu a presidente.

O Senado tem que decidir se levará adiante o processo de impeachment de Dilma Rousseff na próxima semana, relacionado com as acusações de manipulação de contas do governo, algo que ela nega.

“O que nós no governo acreditamos, e o que meus simpatizantes acreditam, é que o contínuo processo de impeachment é ilegítimo e ilegal”, acrescentou a presidente, que considera que o processo está baseado em “uma mentira”.

“O que vamos fazer é resistir, resistir e resistir. E, mais ainda, lutar para garantir que sairemos vitoriosos e voltaremos a assumir o poder”, acrescentou a mandatária.

Dilma considerou que não foram feitos “esforços suficientes” para combater a corrupção no Brasil, mas que o “nível de eficácia” das investigações aumentou sob sua administração.

Além disso, Dilma admitiu que viveu “um momento amargo” ao receber a tocha olímpica dos Jogos do Rio 2016, já que não há certeza de que ela poderá estar presente em agosto na abertura da competição esportiva devido à crise política.

Dilma é acusada de manipular os números do orçamento de 2014 a fim de fazer com que o rendimento econômico do governo parecesse melhor do que era, as chamadas “pedaladas fiscais”.

Caso o processo de impeachment prospere, o vice-presidente, Michel Temer assumirá o poder como presidente interino.

Dilma acusou o vice-presidente de ser um dos líderes de uma suposta tentativa de “golpe”.

A presidente rompeu com Temer, pois este já começou a articular a composição de um eventual novo governo que poderá assumir o poder assim que a governante for notificada oficialmente do início do processo de impeachment.

Fonte: Exame.com

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