13/05/2016 17h24 - Atualizado em 13/05/2016 17h24

Maranhão diz que não há qualquer possibilidade de renunciar

O presidente tem se mantido às sombras enquanto busca apoio de deputados.
Foto: Reprodução
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Pressionado a deixar o cargo, o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), tem se mantido às sombras enquanto busca o apoio de deputados para iniciar sua gestão na Casa. Como de praxe, o pepista passou esta sexta-feira recluso em seu gabinete e deixou o local às pressas no horário do almoço cercado de seguranças e fugindo da imprensa. Maranhão limitou-se a negar qualquer possibilidade de renunciar ao posto, que herdou de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e balbuciou: “Temos de trabalhar pelo Brasil”.

Ele despachou nesta manhã com deputados do baixo clero e recebeu Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão do novo ministro da Secretaria de Governo de Michel Temer, Geddel Vieira Lima, responsável pela articulação política. Maranhão também despachou com o diretor-geral da Casa. O presidente interino, responsável pela trapalhada de, no mesmo dia, anular o impeachment da presidente Dilma Rousseff, e, em seguida, revogar a própria decisão, é pressionado a deixar a Câmara com ameaças de cassação e de expulsão do partido. Nesta semana, foi colocada à mesa uma proposta alternativa: ele se licenciaria por dois meses, dando espaço, nas palavras de um aliado, para a poeira baixar. O deputado, no entanto, insiste em continuar no mais alto posto da Câmara e, segundo interlocutores, já tem inclusive uma agenda planejada para ajudar o governo Temer, focada principalmente em questões econômicas.

Fonte: Veja.com

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