05/05/2016 23h34 - Atualizado em 9/05/2016 07h30

Mário Frota chama Marcelo Ramos de “cara de pau” e diz que ele sofre de amnésia

Vereador diz que Marcelo não pode criticar transporte coletivo de Manaus porque teve a chance de resolvê-lo e não resolveu.
Foto: ALE-AM/CMM
Foto: ALE-AM/CMM

O vereador Mário Frota (PHS) chamou o ex-deputado Marcelo Ramos (PR) de cara de pau, nesta quinta-feira (5) ao lembrar o que chamou de “trágico” episódio com o Consórcio TransManaus, na gestão do ex-prefeito Serafim Corrêa, de quem Marcelo era secretário de transporte. Na época, as empresas de transporte coletivo se uniram, segundo Frota, em uma farsa na promessa de aquisição de ônibus novos para Manaus, que por fim eram os veículos velhos, apenas pintados. Alguns chegaram a pegar fogo meses depois pelas ruas da cidade.

As declarações de Frota foram publicadas no blog dele, e motivadas pelas recentes propagandas em que Marcelo aparece criticando o transporte coletivo de Manaus e o atual Prefeito Arthur Neto (PSDB).

“Marcelo sofre de amnésia, e esqueceu da tragédia que, na condição de secretário na gestão Serafim Correia, aprofundou o caos no sistema quando engendrou, com os proprietários de ônibus, uma licitação fajuta, super viciada, que deu origem a um monstrinho: o Consórcio Transmanaus, de triste memória, que trouxe ônibus sucateados para Manaus”, diz Frota no texto.

Procurado pela reportagem, Marcelo Ramos disse que Mario Frota está mandando recado de Arthur Neto e que “não discutiria com político decadente que está preparando sua despedida melancólica da Câmara Municipal de Manaus”.

Entenda o caso

Na gestão de Marcelo Ramos à frente da Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) foi realizada uma nova licitação para contratação de empresas para assumir o transporte coletivo de Manaus, e melhorar o sistema falido da época, em que a maioria dos ônibus eram velhos. Por fim, descobriu-se que foram contratadas as mesma empresas, com nomes diferentes, e os ônibus velhos foram apenas pintados.

“Os proprietários de ônibus camuflaram as velhas e carcomidas empresas, trocando os seus nomes, para dar ideia à sociedade manauara de que, a partir da licitação em curso, as empresas vencedoras seriam todas novas. Como mentira tem perna curta, logo o nosso povo percebeu que havia caído num tremendo conto do vigário, ou seja, o que aconteceu foi pura malandragem, ou melhor, só ocorreu mesmo a mudança de nomes, em outras palavras, “tudo dantes como no quartel de Abrantes”.

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