12/05/2016 18h40 - Atualizado em 12/05/2016 18h42

Ministro Gilmar Mendes suspende coleta de provas em investigação sobre Aécio

O pedido de investigação foi feito pelo procurador-geral, Rodrigo Janot.
Foto: Reprodução
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes suspendeu nesta quinta-feira a coleta de provas no inquérito que investiga o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), pelo suposto recebimento de propina relacionada a Furnas.

“Determino o retorno dos autos ao Procurador-Geral da República, para que, à vista da documentação, requeira o que entender de direito”, diz a decisão.

O pedido de investigação foi feito pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, na semana passada e Mendes autorizou ontem a abertura de inquérito, fazendo com que Aécio seja oficialmente investigado.

Gilmar argumentou que a defesa de Aécio, em petição protocolada nesta quinta-feira, demonstrou que não existem novos fatos que embasam o pedido de investigação e, em relação à suposta lavagem de dinheiro, inexistiriam indícios novos ou “elementos mínimos” para dar início à investigação. “A petição do parlamentar pode demonstrar que a retomada das i

Em sua delação, o senador cassado Delcídio do Amaral (sem partido-MS) relatou um diálogo entre ele e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no qual mencionam Dimas Toledo, ex-diretor de Furnas. Toledo seria o responsável por gerenciar uma espécie de “fundo” de recursos disponibilizados a políticos para financiamento de campanhas.

O ex-diretor era administrador dos contratos de terceirização de Furnas, dos quais 80% eram do Grupo Bauruense, que, entre 2000 e 2006, recebeu R$ 826 milhões da empresa em contratos de prestação de serviços.

No ano passado, o doleiro Alberto Youssef afirmou em sua delação que o PSDB possuía influência em uma diretoria de Furnas, juntamente com o PP, por meio de José Janene, deputado morto em 2010. O doleiro disse que Janene contou que Aécio teria recebido valores mensais, por intermédio de sua irmã, da empresa Bauruense. A PGR pediu o arquivamento da investigação em março. Mas, diante das informações dadas por Delcídio, Janot solicitou o desarquivamento.

O procurador-geral também pediu, na semana passada, que em 90 dias Aécio Neves e o ex-diretor de Engenharia da estatal Dimas Toledo sejam ouvidos.

Fonte: O Valor Econômico

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