13/05/2016 16h07 - Atualizado em 13/05/2016 16h07

Operação prende quadrilha que roubava medicamentos da Semsa

No total, 15 pessoas foram presas, até funcionários estavam envolvidos no esquema.
Foto: Divulgação
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Uma operação coordenada pela 31ª Delegacia Interativa de Iranduba, município vizinho de Manaus, desarticulou uma associação criminosa responsável pelo desvio de medicamentos da Secretaria Municipal de Saúde de Manaus (Semsa). Na madrugada desta sexta-feira, 13, foram apreendidos medicamentos e 15 pessoas foram detidas entre funcionários terceirizados do Departamento de Logística (Delog) do órgão, receptadores e proprietários de drogarias de Iranduba, de Cacau Pirera e da capital.

Os resultados da operação, batizada de ‘Esculápio’, em referência ao deus da medicina e da cura na mitologia grega, foram apresentados à imprensa pelo secretário de Segurança Pública do Amazonas, Sérgio Fontes, e o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto, na Delegacia Geral da Polícia Civil do Amazonas, na Avenida Pedro Teixeira.

A operação de busca e apreensão contou, também, com Fiscais do Departamento de Vigilância Sanitária (Visa Manaus) e outros profissionais da Semsa Manaus. Os fiscais fizeram a conferência dos lotes de medicamentos, além da verificação de irregularidades, como prazo de validade vencido, em Iranduba e Cacau Pirera e no bairro Compensa, zona Oeste.

O secretário Homero de Miranda Leão Neto tomou conhecimento da irregularidade, por meio de denúncia anônima, e comunicou o problema à Polícia Civil oficialmente em março deste ano. De acordo com ele, funcionários terceirizados que trabalhavam no Delog, nas atividades de separação, transporte e entrega, furtavam diariamente poucas quantidades de medicamento, abrindo as caixas por baixo, sem danificar o lacre. Ao chegar ao destino, as falhas nas quantidades do produto não eram percebidas, uma vez que a conferência era feita somente pelas caixas.

“É uma tristeza para a saúde pública e o prefeito Arthur Neto disse para não medirmos esforços na investigação desta situação, porque estes medicamentos deveriam ser entregues à população e não vendidos por pessoas inescrupulosas. Isto é um crime hediondo”, lamentou o secretário, informando que a empresa da qual os criminosos eram funcionários, será responsabilizada e terá que arcar com os prejuízos. Homero adiantou, ainda, que até junho deste ano a Semsa irá contar com um software do Ministério da Saúde, o Hórus, desenvolvido para gestão dos medicamentos e insumos, que também dará mais segurança a esse processo.

Segundo o delegado responsável pela ação, Paulo Mavignier, além do ofício da Semsa solicitando investigações, a Polícia Civil recebeu também uma denúncia anônima sobre o desvio no Delog para abastecer drogarias em Iranduba. As investigações duraram dois meses.

“Conseguimos identificar um quadrilha infiltrada dentro do Departamento. Ali tinham sete terceirizados que agiam com funções predeterminadas e repartiam o lucro de forma igualitária, sendo que as esposas faziam o contato com os receptadores. Para estes foram expedidos mandado de busca e apreensão pela juíza Melissa Sanches, da segunda Vara Criminal de Iranduba. Eles vão responder pelos crimes de peculato, associação criminosa, furto qualificado e recepção”, explicou.

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