31/05/2016 13h38 - Atualizado em 31/05/2016 13h38

Pedro Elias garante que reorganização do sistema de saúde não vai prejudicar a população

O secretário de Estado da Saúde participou de Audiência Pública na Comissão de Saúde da CMM nesta terça-feira (31).
Foto: Robervaldo Rocha (CMM)
Foto: Robervaldo Rocha (CMM)

O secretário de Estado da Saúde, Pedro Elias, afirmou, durante Audiência Pública na Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Manaus (COMSAU/CMM) que, em pouco tempo, a reorganização do sistema de saúde vai aumentar em até 10% o atendimento básico à população. “São irresponsáveis os que estão espalhando que haverá fechamento de hospitais ou outras unidades de saúde. O que faremos é uma reorganização, transferir serviços prestados”, destacou o secretário.

A Audiência Pública foi aberta pelo presidente Gilmar Nascimento, com a presença de todos os membros da Comissão e outros vereadores, como Waldemir José (PT) e Joãozinho Miranda (PTN). Estiveram presentes à mesa, além do secretário de Saúde, os secretários de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (Seplanct), Thomaz Nogueira, o de Administração e Gestão, Evandro Melo e o de Fazenda, Afonso Lobo.

Lobo fez uma explanação destacando que a reorganização será para economizar em momento de crise. “Estamos há sete meses em recessão, não temos mais como buscar economizar”, afirmou.

Pedro Elias afirmou que, embora a reorganização já tenha começado e esteja desenhada para não haver danos à população, ele veio à Audiência com o intuito de debater com os vereadores e a população para eventuais novas ideias.

“Cinco SPAs vão ter atendimento para as famílias, com horários diferenciados. Não significa que vão fechar, mas que vão ter suas funções reorganizadas”, disse o secretário. Segundo exemplificou, a ideia é fazer com que uma mãe seja atendida no mesmo hospital que leve o filho e não haja mais a diferenciação de CAICs só para atender crianças, mas sim toda a família.

Em relação às maternidades, usou como exemplo o atendimento hoje da Maternidade Dona Lindu, onde há 62 leitos para ginecologia que não atendem obstetrícia e por vezes ficam vagos, mas agora iriam se somar os outros 98 para obstetrícia. “Vai então passar a ser um Centro de Referência de Ginecologia, assim como uma unidade de saúde no Alvorada”, disse. “Hoje temos 17 maternidades com leitos distribuídos de maneira equivocada, agora vamos redistribuir os leitos muito melhor por demanda”, afirmou Pedro Elias.

“As pessoas vão morrer, secretário. Não dá para fechar cinco SPAs, precisamos reverter ao menos dois. Se ele (governador José Melo) quer operar o mal, fale para o governador sentar em sua cadeira e fazer o mal para o senhor, não suje sua carreira”, disse o vereador membro da COMSAU, Marcelo Serafim, que não foi convencido pelos dados de que não haverá danos à cobertura de saúde da população.

Nas galerias, muitas pessoas seguravam cartazes com protestos, como “Governador, não corte na saúde”. Algumas vezes o presidente da Comissão teve de pedir calma da população que vaiava enquanto assistia à Audiência.

Participaram também da audiência dos vereadores Elias Emanuel (PSDB), Glória Carratte (PRP), Therezinha Ruiz (DEM), Professora Jacqueline (PHS), Professor Samuel (PHS), Walfran Torres (PTN), Dr. Ewerton (PPL), Alonso Oliveira (PTN), Waldemir José (PT), Professor Bibiano (PT), Socorro Sampaio (PP), Jairo da Vical (PROS), Joelson Silva (PSC), Roberto Sabino (PROS) e Everaldo Farias (PV).

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